Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 07/11/2020
Foi na década de 1970 que a estrutura demográfica do Brasil mudou: de um país dominado pela sociedade rural e tradicional, com famílias numerosas e com maior risco de mortes infantis, para uma sociedade predominantemente urbana com menos filhos e uma estrutura nova. Dos grupos de jovens de um passado não muito distante, observa-se hoje um número crescente de pessoas com 60 anos ou mais. Assim, a mudança na estrutura demográfica começou com a diminuição da taxa de mortalidade, após um período de tempo, a queda na taxa de natalidade levou a uma grande mudança na estrutura etária da população.
Observa-se em primeira instância, que o envelhecimento da população em nosso país ocorre em condições de vida ainda muito desfavoráveis para grande parte da população. Nos países industrializados, os idosos não são uma prioridade. No entanto, a proporção de sua permanência aqui está ficando cada vez maior, de 6% em 1980 para mais de 13% previsto no início do século XXI. Constata-se de acordo com a pesquisa de 2018 realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que o rápido processo de envelhecimento significa que, em 2030, a população idosa do Brasil excederá as crianças pela primeira vez.
Outro fator importante é o aumento do número de idosos e suas características têm exacerbado a heterogênea epidemiologia de doenças, incapacidades e sequelas, exigindo contínua organização multiprofissional do sistema de saúde. As consequências do envelhecimento da população incluem o aumento das despesas médicas e das pensões, bem como o impacto no mercado de trabalho, que se encontra em conflito. Isso porque, mesmo que as pessoas envelheçam, ainda querem ou precisam continuar trabalhando, e a empresa não está preparada para reter esses trabalhadores. Assim, os impactos geram desafios constantes aos sistemas de saúde e previdência social.
Evidencia-se, portanto, que medidas para reduzir o impacto desse problema são essenciais. É necessário fazer mudanças imediatas por meio da prefeitura nas áreas onde os idosos são mais demandados, com vistas a incluir a atual minoria em suas respectivas comunidades por meio de reformas para atender adequadamente todas as necessidades, que não são supridas atualmente. Além de estreitar a relação dos profissionais de saúde com os idosos, ampliar cursos de capacitação, investir em geriatria e gerontologia e em profissionais de recursos humanos também focados nessa abordagem.