Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 09/06/2020

O aumento etário a previdência social

Embora a população brasileira indicasse uma alta porcentagem de jovens até os anos 50 e 60, percebe-se que no contexto vigente, o país teve um aumento em sua estrutura etária. Esse cenário tem sido considerado problemático, sobretudo, devido ao pagamento do benefício previdenciário e também, é notório que a realidade demográfica está gerando desequilíbrio nos gastos públicos.                                                          É primordial ressaltar a diminuição das taxas de fertilidade, assim como as de mortalidade, que sucederam até o ano de 2020. Há indícios de que o recuo no número de mortes e nascimentos é o principal responsável pelo envelhecimento crescente da população, assim como a instabilidade no intervalo de idades no Brasil. Seria um erro, contudo, julgar como problema apenas o fato das pessoas estarem vivendo por mais tempo.                             Paralelo a isso, é relevante levar em consideração o Decreto nº 24.615, de 9 de julho de 1934, que assegura a população brasileira o direito à aposentadoria, logo, não é uma opção para o governo se isentar dessa remuneração. Além disso, o IBGE avaliou a possibilidade de 25,55% da população ter mais de 65 anos em 2060. Nesse sentido o aumento do número de idosos é uma propensão inegável, que implica diretamente na adição de investimentos destinados à previdência social.                                   Evidencia-se, portanto, que a conjuntura demográfica do Brasil precisa de atenção, principalmente diante a administração dos recursos públicos. É imprescindível que os investimentos na seção previdenciária sejam recalculados. Desse modo, cabe ao Governo Federal redirecionar seus gastos para que nenhum dos direitos da constituição deixe de ser cumprido. Na perspectiva de que a mudança na disposição etária do país não seja um problema.