Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 09/06/2020

De acordo com um levantamento de 2018 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rápido processo de envelhecimento fará com que, em 2030, o Brasil possua mais idosos que crianças pela primeira vez. Hoje o número de pessoas mais velhas, representa apenas 14,3% da população total, em dez anos, o número subirá para 18%. Com efeito, esse dado leva a impactos drásticos ao Sistema Único de Saúde (SUS), haja vista que os idosos demandam de mais cuidados médicos que os demais, gerando uma deficiência de recursos e uma sobrecarga no sistema.        Conforme o Elsi- Brasil apontou, 75,3% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde, sendo que 70% dos idosos possuem alguma doença crônica. Entretanto, apesar do SUS ser o maior sistema de saúde público do mundo, apresenta grandes problemas quanto à oferta de saúde. Entre esses, está a sobrecarga dos médicos, falta de profissionais e longas filas de espera, eventualmente, as necessidades dos idosos acabam não sendo suprimidas. Desse modo, o iminente aumento da faixa etária da população estabelece novos desafios ao Governo.        Consoante ao término da Segunda Guerra Mundial, diversos países apresentaram avanços científicos que aperfeiçoaram tratamentos medicinais, nesse contexto as melhorias foram refletidas pelo aumento da população idosa, contudo, em um cenário atual é necessário uma ampliação ainda maior dos recursos medicinais destinados aos mais velhos, assim como uma solicitude à suas necessidades, afim de que se cumpra o art. 15 do Estatuto do Idoso, que afirma “É assegurada a intenção integral à saúde do idoso, por intermédio do Sistema de Saúde- SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário”.

Portanto, é evidente a necessidade de resolver a situação buscando melhorias ao Sistema Único de Saúde, cabe ao Ministério da Saúde juntamente ao Ministério da Economia, proporcionar novas medidas que busquem suportar a demanda de idosos ao longo dos próximos anos, garantindo acessibilidade, médicos competentes, uma reorganização no método de atendimento e filas de espera, disponibilidade de leitos e medicamentos, para que assim se possa assegurar as necessidades compreendidas por um idoso.