Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 14/06/2020
Segundo a ciência, o ciclo da vida é composto pelas seguintes fases: nascer, crescer, reproduzir e morrer. O processo de envelhecimento da humanidade é real e necessário, no entanto, ele pode ter modificações em sua esfera estatística. Nesse sentido, nota-se que no Brasil há uma mudança quantitativa nesse processo natural, em que a quantidade de nascimentos é menor que a de mortes. Essa inversão da pirâmide etária traz diversos impasses para o país em seu aspecto econômico e social.
Uma pesquisa feita pelo IBGE mostra que em 2060, 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos de idade. Esse dado retrata uma progressão do que já está ocorrendo. Devido à urbanização, a queda na taxa de natalidade e maior acesso a saúde, o envelhecimento da população está em ascensão e tende a aumentar. Todavia, é claro o despreparo do país para lidar com esse fenômeno gradativo. Há uma carência no sistema de atendimento básico aos idosos, serviços específicos e de uma cultura que aceita e percebe a fundamentalidade deles na sociedade.
A saúde pública no futuro, por exemplo, inclina-se para problemas econômicos devido à esse despreparo atual e a falta de investimento. É previsto pelo DataSUS que os gastos comecem a ser muito mais com doenças crônicas do que com doenças agudas. Isso acontece, essencialmente, por não haver uma política de prevenções de doenças nos dias de hoje. É esperado também que esses gastos aumentem exponencialmente, o que faz com que a economia do país sofra algumas oscilações. Outro ponto que também, possivelmente, vai ferir a área econômica é a questão da previdência. É esperado que nesse futuro haja muito mais aposentados e beneficiários do que trabalhadores. Levando em conta que os ativos na área trabalhista sustentam essas duas outras camadas que estarão em maior quantidade, entende-se que haverá uma grande disfunção da distribuição de renda do Brasil.
Torna-se evidente, portanto, que medidas de intervenção sejam tomadas. É fundamental que haja um maior investimento do Ministério da Saúde em relação a medidas preventivas para certas doenças, afinal, os jovens de hoje são os idosos de amanhã. E também que haja uma maior preocupação em desenvolver mais profissionais especializados em geriatria para cuidar dessa população. É necessária, também, a integração do idoso na sociedade através da efetividade das leis que já existem em relação a ele, o Estatuto do Idoso precisa ser melhor efetuado pelo Estado, já que os direitos já foram conquistados. Ademais, em um plano futuro, o Estado deverá ampliar os fundos da Previdência Social, por meio de reformas sucessivas, com o fito de ampliar os subsídios econômicos para a população idosa e essa gerar capital. E então, o país estará preparado para o processo de transição demográfica.