Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 10/05/2020
O Estatuto do Idoso, promulgado em 2003, foi criado com o objetivo de conferir a todos os indivíduos maiores de 60 anos a inclusão social e seus direitos fundamentais. Além desse conjunto de leis, a medicina, farmácia, saneamento básico, etc contribuíram com o aumento da expectativa de vida e, portanto, com o crescimento da população idosa. Apesar do avanço rápido e positivo que o Brasil obteve, não há medidas suficiente para conter os impactos econômicos e sociais dessa conjuntura. Decerto, o envelhecimento da população brasileira gera dificuldades relacionadas à mão de obra de trabalhos essenciais e à previdência. Logo, é necessário que essa problemática seja mitigada.
Em primeiro plano, o envelhecimento da população brasileira cria um abismo entre a decadente mão de obra e a qualificação da mesma. Nesse contexto, quando o indivíduo atinge a idade mínima para a aposentadoria, é esperado que o mesmo interrompa o trabalho e, logo, seja substituído por alguém de idade inferior. No entanto, com o crescimento da população idosa mais avançado do que as demais faixas etárias, é esperado que a necessidade de trabalhadores aumente, a qualificação profissional seja menos exigida e, devido a isso, os salários diminuam. Destarte, essa idiossincrasia pode resultar em uma sociedade menos capacitada para o mercado de trabalho.
Outrossim, o aumento de pessoas com idade superior a 60 anos contribuiu para que houvesse diversas reformas na previdência social com o objetivo de elaborar uma proposta justa para os cidadãos. Sob esse prisma, segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem estar da sociedade. No entanto, nenhuma das mudanças contribuiu para que a aposentadoria seja provida de forma igualitária, visto que há regiões do Brasil que possuem expectativa de vida inferior à média do país. Dessa maneira, é possível notar a disparidade entre a fala do pensador e a realidade atual, na qual há uma parcela de idosos sofrendo negligência por não serem beneficiados de forma equitativa.
Urge, portanto, a necessidade de conter os impactos causados pelo envelhecimento da população brasileira, visto que são nefastos ao desenvolvimento da sociedade. Para isso, cabe ao Instituto Nacional de Previdência Social, o qual possui poder de erradicar essa situação, alterar o cenário atual de desigualdade por meio da criação de uma proposta que beneficie as regiões de acordo com a expectativa de vida das mesmas. Essa solução deverá mitigar a atual problemática associada à aposentadoria. Além disso, o Ministério do trabalho, órgão que detém do poder sobre esse ramo, deverá criar facilitadores para as empresas e trabalhadores, com objetivo de achar indivíduos compatíveis com os cargos e preservar o crescimento da qualificação profissional. Assim, os impactos serão reduzidos sem que haja descrédito aos idosos.