Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 02/10/2019
Em sua obra “O capital", o sociólogo alemão Karl Marx afirma que a existência de entraves sociais, em uma sociedade capitalista, está inata à economia. Fora das páginas, é fato que a obra de Marx corrobora a realidade, pois problemáticas como o envelhecimento da população estão diretamente vinculadas a fatores financeiros. Desse modo, a carência de mão de obra causada pelo envelhecimento populacional somada a necessidade de apoio estatal perante esse contingente causa impactos profundos à economia e ao planejamento da nação.
A princípio, reconhece-se como a esfera de trabalho é que alimenta a máquina das economias capitalistas. Segundo o sociólogo moderno Max Weber, o trabalho se liga de maneira interdependente à esfera da economia de uma nação, ou seja, a força de trabalho é que culmina na riqueza de um país. Logo, se com o condicionamento físico desgastado os idosos saem da linha de produção deixando vagas de emprego em aberto, é praxe acreditar que a economia também será impactada por esse declínio de oferta de mão de obra.
Além disso, fica evidente que o impacto econômico do envelhecimento da população é ampliado devido à necessidade atroz de planejamento no setor público de saúde. Acerca disso, rememora-se o discurso do contratualista John Locke que disserta que o Estado tem o papel inexorável de guarnecer qualidade de vida à população a qual está submetido. Portanto, com o aumento das enfermidades e morbidades em idosos, é imprescindível que o governo arque com os gastos dessa população afim de oferecer digna vivência a esses cidadãos, ato que culmina em um déficit ainda maior nas contas públicas.
Destarte, é ponto pacífico inferir que são necessárias medidas que findem-se na diminuição desse impacto econômico sem lançar mão do cuidado com os idosos. Para tanto, faz-se mister que o Ministério da Economia – em parceria com o Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos – crie uma campanha que busque auxílio da iniciativa privada na doação de verbas e criação de projetos voltados à população idosa que retraiam os gastos do governo perante esse contingente. Dessa forma, é passível de concepção um Estado onde os impactos econômicos na esfera públicas sejam diminutos e os idosos possam, de maneira enfática, aproveitar a vida com o capital que geraram à nação durante sua juventude.