Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 19/09/2019

Filósofos da Grécia Antiga, como Aristóteles, já estavam preocupados em analisar o tempo de vida humana, o porquê de nascermos e, após um período, morrermos. Naquela época, devido a inúmeros fatores, como doenças e guerras, era muito difícil alguém passar dos 50 anos de idade. Hodiernamente, devido aos incríveis avanços da medicina, a média da população mundial cresceu assustadoramente. Entretanto, há algumas problemáticas intrínsecas ao envelhecimento, as quais estão relacionadas não só à economia, mas, também, à qualidade de vida dos idosos, necessitando-se de medidas para atenuar tais entraves.

Deve-se pontuar, de início, que a população mais velha está presente somente em uma pequena parte do mercado de trabalho, sendo esse composto, majoritariamente, por jovens e adultos. Quanto a essa questão, segundo informações do jornal Estadão, há o que se chama de preconceito etário, no qual a maioria das empresas preferem contratar pessoas com menos de 65 anos, pois acham que são mais capazes e eficientes. Desse modo, abre-se uma lacuna econômica no Brasil, em que a sociedade idosa recebe pouco e necessita, cada vez mais, do dinheiro do sistema previdenciário para sobreviver, sobrecarregando-o e limitando movimentações econômicas importantes no país.

Vale ressaltar, também, que o preconceito etário afeta qualidade de vida desses cidadãos. A respeito disso, segundo o filósofo do período pós-socrático Platão, “o importante não é só viver, mas viver bem”. Sob esse viés, apesar de conseguirmos, com a medicina, atingir uma maior longevidade, isso não garantiu que pessoas mais velhas possam desfrutar de uma boa vida. Num mundo capitalista, o dinheiro é de suma importância e sem ele os idosos perdem a capacidade de viver com dignidade. Como exemplo disso, pode-se citar uma reportagem do site G1, na qual mostra aposentados Chilenos passando por necessidades básicas, cena que será cada vez mais comum no mundo, se nada for feito.

Portanto, indubitavelmente,  há desafios a serem superados para atenuar a problemática exposta. Desse modo, para que  a população acima de 65 anos seja inserida no mercado de trabalho e que haja uma garantia de melhores qualidades de vida, urge que as empresas contratem tal mão de obra, por meio de medidas que garantam, por exemplo, que 10% dos empregados da empresa sejam idosos. Para que isso ocorra, as instituições podem dar algum treinamento base e cargos compatíveis com as capacidades físicas e psíquicas deles. Dessa forma, o tempo de vida que Aristóteles nunca chegara a presenciar será, como Platão disse, bem vivido.