Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 15/09/2019

A sociedade brasileira passa, atualmente, por um período de transição demográfica, o qual consiste na mudança gradativa de uma população jovem para uma maioria idosa. Dessa forma, o país precisa se adaptar a essa nova realidade, pois o estreitamento da base da pirâmide etária ao indicar uma menor taxa de natalidade, também demonstra uma redução da População Economicamente Ativa (PEA), o que impactará no setor econômico e de saúde do Brasil.

Primeiramente, o Setor Previdenciário não está mais conseguindo suprir as necessidades dos idosos, uma vez que os valores pagos são baixos. Este fato, encontra-se relacionado com o aumento do número de trabalhos informais, os quais não contribuem com a Previdência, e com a diminuição da PEA, constituída de trabalhadores jovens que colaboram para a geração de lucros destinados aos idosos. Como consequência, os gastos públicos com essa camada em crescimento na sociedade aumenta, impactando negativamente na economia do país.

Outrossim, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com a maior porção de idosos. Diante disso, haverá aumento da precisão por planos de saúde para a camada idosa da comunidade, a qual sofre mais de doenças crônicas, como hipertensão, necessitando de exames caros e sofisticados e de um acompanhamento médico frequente. Em decorrência dessa situação, a crise do sistema de Saúde Suplementar será inevitável, pois com uma parcela menor de jovens, cujo plano é mais barato, o que serve para arcar com as despesas dos mais velhos, as despesas aumentarão, provocando um desequilíbrio.

Portanto, é necessário que o Governo Federal busque novas fontes de renda para aplicar na Previdência Social, a partir da redução de benefícios políticos desnecessários, como o auxílio moradia, pois já recebem elevados salários, a fim de realocar essa verba para um setor deficitário. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho, em conjunto com grandes empresas, criar novos postos de emprego, com o financiamento de novos serviços, sejam eles exigentes de qualificação ou não, como forma de diminuir os trabalhos informais, aumentar a PEA e, consequentemente, o capital do Estado e dos jovens, os quais poderão adquirir novos planos de saúde equilibrando as despesas desse sistema.