Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 14/09/2019
O desenvolvimento da ciência e a evolução da medicina no final do século XX possibilitou o surgimento dos métodos contraceptivos. Aliadas a isso, as políticas de controle de natalidade possibilitaram o envelhecimento da população. O Brasil apresenta, segundo senso do IBGE, tendência de inversão em sua pirâmide etária e, portanto, apresentará aumento da população idosa. Esse fato demanda soluções para possíveis impactos causados à economia, tais como: grandes gastos com saúde e escassez de mão de obra.
O envelhecimento é caracterizado por mudanças fisiológicas que favorecem a diminuição da massa muscular, a redução da imunidade e o desenvolvimento de patologias. Essas alterações quando associadas aos maus hábitos alimentares e sedentarismo ocasionam doenças como o diabetes e a hipertensão arterial. Segundo dados de 2016 do Ministério da Saúde, os hábitos alimentares dos brasileiros têm impactado no crescimento de casos de obesidade e aumentam a prevalência das doenças supracitadas. Nesse sentido, os maus hábitos alimentares causam prejuízos ao setor saúde visto que, os gastos para tratar essas patologias são elevados.
As políticas de controle da natalidade associadas ao envelhecimento populacional aumentam progressivamente a escassez de mão de obra. O menor número de trabalhadores ativos prejudica tanto o setor de produção quanto o de consumo. Pois, o fluxo monetário diminui por causa dos baixos valores das aposentadorias que dificultam a manutenção da qualidade de vida e, consequentemente, o consumo. Logo, os dados apresentados pelo IBGE podem ser utilizados como ferramenta de planejamento social. Por meio de parcerias entre o governo e empresários que atuem reduzindo o pagamento de impostos para empresas que contratem e insiram no mercado de trabalho a população de terceira idade, desde que elas tenham condições adequadas de trabalho.
Finalmente, para que a reinserção da população idosa no mercado de trabalho ocorra, é fundamental que hajam mudanças nas políticas públicas de saúde. Os secretários de saúde, de todas as esferas, a partir das reuniões dos conselhos de saúde, devem reformular as políticas públicas de saúde tornando a promoção da saúde o foco nas unidades básicas de saúde (UBS). E, dessa maneira, a população seja reeducada por meio de palestras para que desenvolvam hábitos de vida mais saudáveis com intuito de reduzir a obesidade e as comorbidades a ela associadas.