Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 02/10/2019
Constante Fluidez
Segundo o filósofo Heráclito, “tudo flui e nada permanece”. De modo símil, a transitoriedade é inevitável e atualmente acomete a população brasileira que ainda é composta por maioria jovem, porém vê o número de idosos aumentarem. Diante disso, a pauta sobre os impactos do envelhecimento no Brasil ganham as manchetes, enquanto se discutem sobre os efeitos da senilidade no plano social e econômico.
A priori, após a rápida industrialização, o Brasil experimenta uma nova transição demográfica para a qual não está pronto: a fase pós-industrial, que é caracterizada pelo aumento no número de idosos. Embora, atualmente, a pirâmide etária ainda prevaleça com adolescentes e jovens, as projeções feitas pelo IBGE para 2050 já apontam um aumento vertiginoso no número de idosos. Desse modo, a atenção à saúde publica voltada para a terceira idade está aquém do necessário.
Outrossim, o envelhecimento populacional é sentido no setor previdenciário, uma vez que o mesmo está deficitário e incapaz de prover novas aposentadorias, assim impactando diretamente a sociedade brasileira. Além disso, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) relata a volta dos idosos ao mercado de trabalho em decorrência dos baixos valores da aposentadoria. Em suma, a reforma previdenciária tão importante ao país está suprimida pelos legisladores.
Dessa forma, a consequência da transição demográfica é uma alteração profunda economicamente e socialmente. Ademais, o Estado, que é o responsável pelo bem estar de sua população, deve agir de forma enérgica sobre as pautas sociais voltadas à terceira idade, por meio de criação de postos de labuta com a especialidade de geriatria na rede pública. Mas também, o Congresso Nacional precisa de celeridade na votação da reforma para que esta possa amenizar os impactos do envelhecimento populacional. Destarte, similar à filosofia de Heráclito, o dinamismo demográfico está em constante fluidez.