Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 19/03/2021
É inegável que a tecnologia, surgida na Terceira e Quarta Revolução Industrial, trouxe diversos benefícios aos seres humanos e ao mundo como um todo. Exemplo disso, é a praticidade na vida das pessoas, evidenciando um impacto positivo. No contexto hodierno, entretanto, é possível destacar, também, impactos negativos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho. Nesse sentido, é válido analisar os seguintes aspectos: o cenário pessimista do ramo de trabalho atual e, além disso, os possíveis fatores que corroboram essa conjuntura.
Em primeiro plano, evidencia-se o processo de automoção no mercado de trabalho. Esse termo diz respeito a substituição do esforço braçal por máquinas, algo recorrente, principalmente, no âmbito da agropecuária. Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais da metade dos trabalhadores brasileiros devem perder seus empregos para máquinas nos próximos 30 anos. Logo, é válido afirmar que o índice de desemprego tende a crescer cada vez mais, devido a preferência às máquinas pela sua praticidade e eficiência - aumentanto, dessa forma, o lucro das empresas - à mão de obra humana, prejudicando, portanto, diversos brasileiros.
Outrossim, destaca-se que as falhas no ensino superior do Brasil corroboram a problemática. De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, a educação brasileira deve ser democratizada e entregue com qualidade para todos os cidadãos. Essa prerrogativa, no entanto, não é posta em prática, tendo em vista que os universitários não são ensinados a lidar e nem aplicar as novas tecnologias no mercado de trabalho, promovendo, dessa forma, a formação de um profissional pouco qualificado, aumentando o risco de desemprego. Sendo assim, são necessárias medidas para a mudança desse cenário.
Dessarte, urgem ações com intuito de coibir a problemática. Posto isso, o Governo Federal, jutamente com a iniciativa privada, deve, por meio do Ministério da educação - órgão responsável pelo gerenciamento do setor educacional do país - inserir novas matérias na grade horária de todos os cursos das universidades. Tal medida deverá ensinar e alertar sobre o uso da tecnologia no contexto contemporâneo do ramo de trabalho, a fim de não só formar profissionais de qualidade, mas também de mitigar os impactos negativos que a revolução tecnológica digital trouxe e traz para o mercado de trabalho, como o desemprego. Desse modo, a lei elucidada na Carta Magna brasileira será, de certa forma, efetivada.