Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/09/2021
No filme “Acquaria” é retratada a possibilidade de a Terra se tornar um deserto com escassez total de água, e devido a isso as pessoas precisam tomar medidas drásticas para que isso não ocorra, como tomar banhos a vapor. Fora das telas, a escassez de água é uma realidade, porém ainda não parecida com a da trama. Assim, é notório que duas causas da escassez atual são o consumismo e o desmatamento.
A princípio, o grande consumo atual de produtos industrializados é uma das causas da escassez, pois, segundo o jornal virtual g1, para produzir uma calça jeans são gastos 11 mil litros de água, desde a obtenção de matéria-prima até a chegada nas lojas. Nesse viés, as pessoas não têm consciência sobre o quanto de água é gasto para a produção de seus produtos de uso diário, e com a cultura do consumismo a qual a tendência é cada vez comprar mais, a água também tende a ser cada vez mais consumida a fim de suprir a demanda de compra dos indivíduos. Dessa forma, esse uso inadequado da água leva a escassez para outras atividades, como a falta de água para irrigação na agricultura a qual gera alimentos, e com a dificuldade de produção o custo de produzir e de comprar esses insumos aumenta e contribui para a fome.
Ademais, ações como o desmatamento também contribuem para a escassez de água no consumo das cidades. Nesse contexto, a retirada de árvores de locais proibidos como matas ciliares (árvores que ficam ao redor de rios e lagos) leva ao assoreamento, que faz com que a água da chuva que escorre para os mananciais levem dejetos, como lixo e substâncias tóxicas, as quais podem inviabilizar o consumo desses rios para abastecimento. Em adição, a vida extra-humana também é afetada, pois com a entrada de lixo no rios, a luz solar é impedida de entrar e impossibilita a fotossíntese, causando a morte das plantas marinhas e dos animais que dependem delas.
Portanto, fica exposta a necessidade de intervenção. Cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por proteger o meio ambiente e consequentemente restringir o uso da água , deixarem as leis de desmatamento mais rígidas, com aumento do valor das multas e fazer com que seja crime inafiançável, a fim de diminuir os impactos da escassez hídrica, esgotando as chances de um cenário apocalíptico como na ficcção “Acquaria”.