Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano possui direito à liberdade, à vida e à segurança pessoal. É possível relacionar tal artigo legislativo ao direito da população à água como um recurso indispensável para a qualidade de vida humana, tendo em vista que, na contemporaneidade, a escassez de água representa um contratempo. Portanto, embora seja dever do Estado garantir o bem estar da nação, ao se tratar do alcance à água potável essa responsabilidade não é suprida. Deste modo, é notório que a carência de água é marjoritariamente causada pelo uso inadequado e excessivo da mesma, além de ser um grave empecilho para a vida das futuras gerações.
Em primeira análise, a combinação de fenômenos naturais com a interferência humana no meio ambiente através de desmatamentos e uso para atividades econômicas são alguns dos fatores que corroboram para o desperdício de água. Nesse sentido, pode-se citar a crise hídrica que ocorreu no Brasil em 2014 devido às secas e ao desperdício exagerado, cujos resultados foram a menor produção alimentícia e o comprometimento das usinas hidrelétricas, problemas que podem voltar a ocorrer caso não seja imposta no corpo social a economia de água.
Por consequência, a escassez de recursos hídricos comprometerá seriamente a qualidade de vida das futuras gerações caso os maus hábitos não sejam corrigidos. O livro “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson é um conto futurístico que retrata exageradamente os efeitos — sendo alguns deles baixa expectativa de vida, extinção de espécies animais e vegetais e desertificação — da não preservação do meio ambiente, afetando seriamente a saúde e o conforto dos habitantes terrestres. Portanto, mesmo que os itens supraditos tenham sido exagerados, a redução do bem estar social já está ocorrendo na contemporaneidade e se agravará caso não sejam tomadas medidas para a redução de gastos desnecessários.
Em suma, a qualidade de vida da população é comprometida devido à escassez de água potável. Deste modo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, impor aos grandes agricultores e donos de indústrias medidas bruscas de economia de água — tal qual armazenamento de água da chuva, a irrigação responsável e evitar a erosão dos solos — a partir do reforço das legislações ambientais, a fim de preservar tal recurso para as gerações futuras.