Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 06/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, a escassez de água por conta da falta de saneamento básico e pela deficiência de investimentos no abastecimento desse líquido, cujo é oferecido a maior parte da sociedade, tal decreto, tem sido contrariado. Dessa forma, atualmente, é possível observar que a insuficiência da água, torna maior os casos de pobreza e, além disso, eleva as ocorrências de doenças e consequentemente o aumento do número de mortes no mundo.
Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde, são necessárias entre 50 a 100 litros de água por pessoa a cada dia para cessar as necessidades básicas e minimizar problemas de saúde. No entanto, é possível observar, diversos países abaixo da linha de consumo indispensável da água, no qual destaca-se a região Subsaariana da África, em que, a maior parcela dos africanos tem a disponibilidade de consumir menos que 20 litros de água por dia. À vista disso, percebe-se em regiões como essa, a intensa pobreza, cujo a insuficiência da água acarreta a falta de emprego, a fome, a desvalorização territorial e a vulnerabilidade dos sistemas de saúde e educacionais. Consequentemente, o filme Mad Max - Estado da Fúria - representa essa situação, sendo que, quem possuí o domínio desse bem natural controla tudo, impulsionando, a desigualdade social no mundo.
Outrossim, trata-se dos casos de doenças intensificadas pela falta de saneamento básico devido à escassez de água. Segundo, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 70% dos recursos hídricos se encontram na região amazônica, que contempla apenas 7% da população. Destarte, é possível afirmar que uma imensa parcela da sociedade brasileira vive em situações precárias de insuficiência de água, e assim como o Brasil, diversos países encontra-se na mesma situação. Em consequência, desse cenário, o saneamento básico nesses lugares são escassos, na qual, muitos não recebem água tratada, provocando o aumento de parasitas causadores de diferentes doenças. Logo, percebe-se nesses locais de escassez da água, o aumento dos casos de mortes devido à doenças suscitadas pela falta de cuidados básicos à água.
Portanto, com o intuito de minimizar os impactos causados pela carência da água, são necessárias algumas intervenções. Para isso, cabe ao Governo, por meio de colaborações monetárias, criar programas que ofereçam água potável a parcela necessitada, a fim de corroborar com a redução da pobreza relacionada à problemática. Ademais, a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico, responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos, deverá fiscalizar em regiões mais pobres, os cuidados à água, com o objetivo de melhorar o saneamento e diminuir as doenças.