Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/07/2020
Durante a Antiguidade, o Reino do Egito apresentou exímio desenvolvimento e, por isso, foi nomeado como ‘‘A Dádiva do Nilo’’, em alusão à contribuição da abundância de água fluvial para tal condição. Nesse sentido, a presença desse recurso continua sendo fundamental para a humanidade no século XXI e sua escassez apresenta sérios impactos. Destarte, fatores como má distribuição e desperdício agravam a questão.
Dentro dessa perspectiva, a elaboração da Constituição Federal, há 31 anos, assegurou o direito pleno e satisfatório aos recursos hídricos para todos em solo nacional. Apesar disso, é notório que o Estado não cumpre devidamente seu papel, uma vez que a distribuição irregular do bem no território não é devidamente corrigida, o que marginaliza e priva inúmeros grupos do seu acesso. Dessa maneira, nota-se que o cenário atual é excludente e desrespeitoso e, portanto, deve ser alterado.
Além disso, é de suma importância entender o desperdício de água como agravante do problema. Assim sendo, o geógrafo Milton Santos define a sociedade mundial como interligada, em que ações de um grupo afetam todo o coletivo. Seguindo essa ideia, é perceptível que o gasto hídrico desnecessário, mesmo em regiões sem escassez, ameaça a disponibilidade em localidades já carentes, o que cria um panorama insustentável de desigualdade e revela individualismo no meio social.
Logo, para solucionar tais questões no Brasil, urge que o Governo Federal amplie a distribuição plena de água, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados que funcione direcionando recursos financeiros específicos para projetos de exploração sustentável de novas reservas subterrâneas em áreas carentes, com o fito de gerar equidade. Ainda, cabe ao Ministério das Comunicações criar campanhas midiáticas de ampla circulação, que instruam a população acerca do uso consciente dos recursos hídricos. Dessa feita, a prosperidade humana do Egito Antigo há de se generalizar na contemporaneidade.