Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 28/07/2020
O livro “Vida Secas” ,de Graciliano Ramos, trás uma temática inovadora para a época, a seca e a pobreza existente na região nordestina Brasileira.Nesse sentido, observa-se que essa problemática vigora até os dias atuais, estendendo-se não só ao Nordeste, como a outras localidades do Brasil. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a identificar a negligência estatal e o uso inadequado dos recursos hídricos, que resultam em indivíduos vivendo sem a quantidade mínima diária de água.
Em primeiro lugar, é possível observar que o Brasil possui grande quantidade de aquíferos. Entretanto, eles estão mal distribuídos, de modo a implicar na escassez de água. Essa realidade é vivida no Sudeste Brasileiro, que apesar dos recursos, possui um grande quantitativo de indivíduos. Outrossim, um fator agravante é a falta de investimento e preocupação governamental acerca dessa problemática, de modo a não provocar mudanças nesse cenário. A exemplo disso, vê-se a realidade do sistema de captação de água do Rio de Janeiro, que é o mesmo desde 1955 e abastece apenas 70% da população. Destarte, outro fato que comprova o descaso é a Transposição do rio São Francisco, que é idealizada desde o Brasil Império, iniciou-se em 2005 e findou-se apenas em 2020.
Em segundo lugar, as pessoas possuem um papel extremamente agravante nesse cenário, uma vez que muitas consomem com grande facilidade e abundância. Assim, a falta de consciência leva à extrema desigualdade no Brasil, e infere em indivíduos sofrendo com precariedade de água, principalmente na região rural, que muitas vezes depende dela para produzir e prover o sustento. Assim, essa situação está ligada à fala de Hardin de que “a ganância individual do homem condena os recursos coletivos à falência”.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas para administrar melhor os recursos hídricos brasileiros, para que todos tenham acesso. Logo, urge que o governo, por meio do Poder Legislativo,crie uma lei que promova multas aos casos de consumo excessivo de água. Para isso, as prefeituras devem criar equipes,para averiguar as residências e obter os dados acerca do número de habitantes com intuito de estabelecer um consumo máximo e assim, multá-las, quando exceder. Dessa forma, há diminuição do desperdício, conscientização e o dinheiro arrecadado com multas deverá ser utilizado nas áreas com mais escassez de água, de modo a fornece-la, principalmente nos períodos de seca. Assim, o Brasil poderá avançar quanto ao acesso de água, já que segundo a Declaração dos Direitos Humanos, todos têm direito à saúde e bem-estar.