Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 22/06/2020
“Interestelar” mostra uma realidade na qual, após todos os recursos naturais da Terra se esgotarem, os humanos passam a buscar outros planetas habitáveis. Bem como retratado no filme, a água é um elemento fundamental para a vida e que, no entanto, torna-se cada vez mais escassa por não ser renovável. Desse modo, o consumo irresponsável e a falta de políticas públicas adequadas agravam a situação.
De acordo com a OMS, a média de consumo de água ideal por pessoa é de 50 litros, enquanto o brasileiro gasta cerca de 167 litros. Em outras palavras, o país gasta mais do que o triplo do necessário, o que evidencia o desperdício. Visto que se trata de um recurso não renovável, a água não pode ser reaproveitada quando já utilizada uma vez, e, conforme seu consumo aumenta, ela se torna mais escassa.
Além disso, a falta de participação do governo no combate ao desperdício agrava essa situação. Entretanto, a Declaração Universal dos Direitos da Água afirma que sua utilização constitui em uma obrigação jurídica que não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. Logo, a ausência de políticas públicas eficazes constitui uma violação ao esse código.
Sendo assim, fica clara a necessidade de medidas para reduzir o consumo de água do Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério do Meio-Ambiente, com o objetivo de reduzir o desperdício, fazer um levantamento junto ao IBGE para definir um limite de água a ser consumida mensalmente em cada domicílio, tendo por base a quantidade de moradores, e estabelecer uma multa para as residências que não respeitarem essa meta.