Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 25/12/2020
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida no século XX, trouxe diversas novas tecnologias que modificaram o comportamento do homem em relação ao meio natural, como o consumo predatório. No entanto, essa cultura consumista mostrou-se como insustentável, uma vez que, no Brasil, parcela considerável de impactos ambientais são causados por tal atitude. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do individualismo, bem como pela falta de pesquisa em soluções alternativas.
A princípio, a falta de um melhor entendimento individual em relação ao consumo consciente caracteriza-se como um complexo dificultador. Nessa perspectiva, na obra “Modernidade Líquida”, o filósofo Zygmunt Bauman defende que a sociedade moderna é fortemente influenciada pelo individualismo. Sob essa ótica, a tese do autor pode ser observada de maneira mais específica na realidade brasileira, no que se refere as relações de consumo que não presam pelo menor impacto ambiental, mas sim pelo menor preço. Evidencia-se, portanto, que essa liquidez que influi sobre o pensamento individual apresenta-se como um complexo empecilho para a resolução do impasse.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do baixo investimento em pesquisas científicas. Nessa lógica, o Positivismo defende o método científico como caminho para a resolução dos problemas da humanidade. No entanto, essa corrente filosófica é contrariada quanto aos produtos industriais de alto impacto ambiental, uma vez que os investimentos em pesquisas com o objetivo de criar produtos menos nocivos ao meio ambiente são insuficientes, pois demandam muito tempo e dinheiro por parte das empresas. Assim, torna-se necessário que as empresas passem a tratar os impactos ambientais não como custo de produção, mas sim como um problema a ser combatido.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, as escolas, em parceria com a prefeitura, devem promover a criação de um espaço para rodas de conversa e debates em relação aos impactos ambientais no mundo moderno, com o objetivo de incentivar o consumo de produtos menos nocivos. Sendo assim, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, esses eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas se tornem cidadãos conscientes e menos individualistas.