Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 27/11/2020
Desde o Iluminismo, ocorrido no século XVIII, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se que os impactos ambientais do consumo no século XXI apresentam-se antagonicamente aos ideais iluministas, uma vez que estes prezavam pelo desenvolvimento social tendo como pilar a prosperidade a partir do bem-estar da coletividade. Dessarte, essa realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e ao descaso social.
Em primeiro plano, a Carta Magna de 1988, concebida por meio do processo de redemocratização, prevê, como garantia fundamental, a manutenção, o bom funcionamento e a preservação ambiental, além do combate aos hábitos danosos a esse ideário, como é o caso do consumismo. Todavia, o Poder Estatal, por falta de políticas públicas, fere a legislação. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Cidadania não promovem, de maneira eficiente, a propagação de informações sobre os impactos ambientais alimentados pelo consumo desenfreado da população. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a problemática encontra terra fértil no descaso social. Consoante a isso, a frase do filósofo italiano Nicolau Maquiavel, a qual diz que “mesmo as leis mais bem ordenadas são imponentes diante dos costumes”. Tal perspectiva aponta uma questão sociológica caracterizada pelo pensamento embusteado da sociedade em crer que a criação de leis é imperiosa na resolução de problemas complexos, como é o caso dos impactos ambientais do consumo. Nesse sentido, o descaso social na questão da ruptura dos hábitos consumistas da sociedade alimenta a degradação ambiental e anuncia um agravamento na persistência do impasse.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo Federal, aliado ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras pelo Brasil, alertando a população sobre os malefícios do consumo em massa no âmbito dos impactos ambientais, de modo que ocorra a massificação do termo na coletividade, por intermédio de propagandas sobre o tema. Além disso, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, as quais deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, tendo como finalidade promover uma consciência coletiva e uma diminuição no número de casos.