Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2017

Falar em homofobia é falar de uma das formas de preconceitos mais existentes na sociedade atual. No cenário brasileiro à cada 25 horas morre uma pessoa LGBT, (Gays, Lésbicas, Bissexual, e Transexual) segundo alguns dados recentes. Nesse sentido, é válido salientar, que a herança histórico-cultural e a negligência política, são fatores que refreia o combate a homofobia no país.

O conjunto de crenças de uma parcela brasileira que aumenta, e muito, a discriminação. Uma crença que surgiu no século XIX, quando um grupo de médicos norte-americanos publicaram uma pesquisa, apontando a homossexualidade como uma doença psicológica, passiva de tratamento. Tal quadro que só foi desmentido depois de um século, quando em 1990 a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou da lista de patologias. Contudo o pensamento agregou-se ao imaginário popular, fazendo com que as pessoas ainda no século XXI associe a orientação social como uma doença.

Antes de mais nada, parafraseando, a escritora, Simone de Beauvoir, “Não se nasce homofóbico, torna-se”, desta forma, fica nítido que a cultura, seja ela religiosa ou social implica diretamente no preconceito à população LGBT, é de suma importância que o Estado assuma o papel de inibir, tal intolerância.

Portanto, governo deveria deveria desarquivar o projeto de lei, que criminaliza a homofobia (PLC 122/6). Alem disso e imprescindível que as escola junto ao MEC, promova atividades socioeducativas, palestras e festivais que estimula o convívio social com a diversidade sexual, assim quebrando paradigmas, socioculturais obtidos ao longo da história. Como disse Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.