Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2017

É fato que vivemos em uma sociedade preconceituosa. Com isso, o artigo da 1ª Declaração dos Direitos Humanos em que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos é infringido dentro do âmbito social, à medida que vemos diariamente minorias sendo atacadas, ofendidas, mortas e agredidas, não sendo diferente em relação a minoria homoafetiva, chamados de LGBT, evidenciando como é difícil romper as barreiras do preconceito.

Durante séculos, a minoria homoafetiva vêm enfrentando oposições, seja desde a Segunda Guerra Mundial com as perseguições e mortes a esse contingente populacional até nos dias atuais com os dados de que a cada vinte cinco horas uma pessoa é agredida ou morta por causa da orientação sexual no Brasil, segundo o G1. E, mesmo que alguns direitos tenham sido alcançados como por exemplo visibilidade ainda é notório a falta de evolução do pensamento humano ao usar a orientação sexual como justificativa para tal barbaridade para o que deveria ser uma falta de moral, já que se trata de uma agressão, ou até mesmo homicídio, ao próximo. Ademais, embora seja um crime, infelizmente no Brasil a lei não reconhece como crime esse ato preconceituoso, agravando ainda mais esse quadro social.

Logo, mesmo que a comunidade LGBT tenha conseguido avanços quando aos seus direitos, o preconceito ainda é muito presente, à medida que os números de homicídios homofóbicos ainda tende a crescer. Dessa forma, cabe não só a minoria que se empodere e denuncie, mas também ao Estado criar leis que punam esses agressores. Além disso, o Estado também deve usar do meio midiático nas propagandas e publicidade não só contra a homofobia, mas também contra o preconceito, para que assim  resulte em uma sociedade que aceita e convive dignamente com as diferenças e a metáfora da pluralidade e multiplicidade que o arco-íris, ícone LGBT, representa venha a ser atingida.