Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2017
O homem pré-histórico realizava o ato sexual para fins de perpetuação da espécie. Com a evolução, o ser humano passou a fazer sexo por prazer e, com isso, surgiram os relacionamentos homoafetivos. Contudo, a sociedade, hoje, ainda está fundamentada nos conceitos tradicionais de homem e mulher, continuando pouco aberta para o público homossexual. Em vista disso, surge a homofobia que desencadeia em crimes de ódio e em leis conservadoras imbuídas de preconceitos.
Dados do Grupo Gay da Bahia apontam um cenário em que a cada 28 horas, um LGBTs (lésbica, gay, bissexual, transexual e travesti) é assassinado no Brasil. Além dessa forma de violência, eles sofrem com inúmeras agressões verbais, resultando em pessoas marginalizadas na sociedade pela sua orientação sexual. “É mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito”, afirmou Albert Einstein. De fato, desconstruir ideias fundadas em uma sociedade que há anos foi regida pela Igreja não é fácil, porém faz-se necessário diante dessa violência exacerbada.
Muito se discute se a homossexualidade é uma doença. Tal argumento é inválido, pois sentir atração por uma pessoa do mesmo sexo é uma variação natural da sexualidade do ser humano, não podendo ser considerada um caso patológico. Todavia, em 2017, um juiz autorizou que psicólogos brasileiros tratassem essa condição como uma enfermidade. Indivíduos que deveriam ter seu direito de liberdade de expressão, assegurado por lei, são tratados como injustamente como loucos.
Portanto, o Brasil não é um país que oferece condições oportunas aos homossexuais. Para solucionar isso, vale salientar que preconceito não se combate com prisão e, sim, com alternativas de inclusão. Cabe ao Ministério da Educação incluir na base nacional curricular comum as discussões de gênero e sexualidade, seja em forma de teatros, palestras e eventos com essa temática. Assim, a diversidade sexual será algo encarado positivamente, fazendo-se necessária para a visão de que todos somos cidadãos independente da orientação sexual.