Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2021

O filme estadunidense ‘‘Admirável Mundo Novo’’ de 1998, inspirado no romance britânico de Aldous Huxley, retrata uma sociedade utópica e futurística, a qual é desprovida de conflitos e problemas sociais. Tal obra fictícia, no entanto, diverge da sociedade tupiniquim, posto que a homofobia encontra-se estigmatizada no Brasil. Nessa lógica, tristemente, emerge um sério problema, seja pela displicência governamental, seja pela lacuna de denúncias. Desse modo, é imperioso que essa chaga social seja resolvida.

Em primeiro plano, é fulcral ressaltar o descaso do aparelho estatal como um complexo dificultador no que concerne o entrave da homofobia. Nessa perspectiva, para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar e as relações harmônicas no corpo social. Entretanto, tal premissa não tem sido honrada quanto aos caminhos para combater o impasse homofóbico, visto que a população LGBTQIA+ são constantemente atacados e discriminados por sua orientação sexual, que se dá pela carência de conhecimento, preconceito e valores pré-determinados socialmente, violando o ideal de bem-estar proposto por Hobbes. Destarte, é irrefutável a falha da máquina administrativa, e a urgência em dissolver o panorama caótico.

Paralelamente a isso, é imperativo salientar o silenciamento social como outro catalisador da mazela preconceituosa. Nesse ínterim, para Djamila Ribeiro ’’ O silêncio é cúmplice da violência’’. De maneira análoga, a frase de Ribeiro assemelha-se a realidade hodierna, dado que o silêncio quanto às ‘‘brincadeiras’’ de mal gosto e o uso de frases que adquirem ‘‘viado’’  e ‘‘viadagem’’ como xingamento, traz o aumento deturpado e dilacerado da violência com o público LGBT. Logo, é patente a necessidade de ampliar informações e aumentar a responsabilidade social quebrando valores retrógrados e conservadores.

Em suma, urge medidas para amenizar a questão da homofobia. Para tanto, o Governo, por meio do Ministério da Justiça e Família, deve aumentar os investimentos no setor da proteção dos vulneráveis e informação, além de uma ampla campanha nos veículos midiáticos, que mediante às propagandas, novelas e ações voluntárias, orientem a população e democratizem o direito desse público ao respeito. Somente assim, a problemática poderá ficar no passado da Nação. A fim de que o filme estadunidense, livre de distopias e repúdios, aconteça na coletividade verde-amarela.