Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2021

No século XIX, a homoafetividade foi atribuída como uma dissociação da mente e, somente em 1990, a Organização Mundial da Saúde(OMS) retirou-a do rol de doenças. Infortunadamente, o Brasil possui o maior índice de mortes de homoafetivos, sendo um disparate mediante o que foi estabelecido no século XX, não respeitando o direito de livre escolha do indíduo, sendo essa liberdade prevista na Constituição.

Ademais, a união de pessoas do mesmo gênero é mal vista pela sociedade desde os primórdios da existência humana, havendo condenações, sendo associada à doença mental. Haja vista, o célebre escritor irlandês Oscar Wilde, no século XIX, foi condenado a 2 anos de trabalhos forçados por envolver-se com outro homem, o qual descreveu seu ato como “não compreensível ao mundo”, indo do romance à condenação.

Outrossim, o naturalista brasileiro Adolfo Caminha, em sua obra Bom-Crioulo, retrata a vida de Aleixo e Amaro - um dos primeiros livros a indiciar um romance homoafetivo - causando repercursão reprovável à época e tal fato ainda é mantido da mesma forma na sociedade hodierna, sendo que a homoafetividade, no Brasil, ainda é tratada de forma indecorosa, pois é marcado pelo ranking do país que mais tem homicídios contra transexuais no mundo - conforme ao Fundo de População das Nações Unidas, de 2021(UNFPA).

Destarte, para que seja ampliado o conceito de que homofobia é crime e a liberdade de gênero é plausível, cabe às escolas atribuírem palestras com psicólogos e psicopedagogos sobre a questão de respeito igualitário, pois há, também, crianças trangêneros e devem receber apoio psicossocial. Logo, é plausível orientação, através do sistema educacional, aos pais de infantes com disforia de gênero, para que seja amenizado o conceito de homofobia e rejeição, sendo uma forma de compreensão do que ocorre com o indivíduo. Afinal, não há cura para o que não é doença.