Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/10/2021
No filme “O jogo da imitação”, é retratado a história do personagem Alan Turing, tratado como doente por ser homossexual. Hodiernamente, tal situação não se encontra distante da realidade presente no Brasil, tendo nas raízes históricas e na inoperância Governamental fatores que potencializam o problema. Nessa lógica, urge que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual de homofobia.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o preconceito não é atual. Sob esse viés destaca-se o período da 2º Guerra Mundial em que os alemães matavam que não pertenciam a uma raça dos arianos, incluindo os “gays” e lésbicas, usando uma violência como controle ideológico. Nesse sentido, percebe-se que desde tempos remotos o preconceito já estava presente no corpo social, tornando-se mais preocupante, pois mesmo com passar dos anos a população continua a desprezar e desrespeitar os indivíduos que possuem relações homoafetivas. De maneira análoga, Pierre Bourdieu afirma: “os pensamentos difundidos ao longo dos anos são reproduzidos com naturalidade”, assim, a falta de visibilidade do revés continuar se não for combatido de maneira eficiente.
Ademais, o descaso governamental corrobora para a progressão desta adversidade. De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal, lei fundamental e suprema do Brasil, os obrigados tem direito à liberdade. Contudo, nota-se a ineficácia dos projetos constitucionais e da postura dos governantes, que possui uma função de garantir o bem da população, mas que se apresenta alheios aos problemas sociais, pois a perpetuação da homofobia evidencia a falta de responsabilidade do Estado com a nação brasileira.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, é necessário a adoção de propostas que combatam o preconceito contra o grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros). Por conseguinte, cabe ao Governo - órgão garantidos dos direitos sociais - cumprir com suas leis e assegurar o bem - estar da sociedade, por meios de campanhas que visem a conscientização da população. Outrossim, é fundamental a atuação das mídias, que divulguem a importância de eventos como a “Parada gay” na qual os indivíduos podem se expressar livremente e mostrem a representatividade em pequenos atos, como anúncios e propagandas. Somente assim, a homofobia não será mais tratada como no filme de Turing.