Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/08/2021
Na Grécia Antiga, relações sexuais e afetivas com pessoas do mesmo sexo já existiam, mas os atenienses, principalmente, não se rotulavam entre heterossexuais ou homossexuais. No entanto, na sociedade atual brasileira, o preconceito com a comunidade LGBTqia+ é recorrente, respaldado não só pela intolerância a diversidade e conceitos religiosos, mas também, através da construção social de gêneros.
Em primeira análise, o clipe da canção “Indestrutível” de Pablo Vittar, relata as dificuldades de ter sido desde uma criança com transjeitos femininos na escola, à um artista em ascenção. Ademais, o preconceito pode ser percebido na infância, tendo em vista que, as crianças são reflexo do que aprendem com os pais. De modo que, em grande parte, esse preconceito é justificado através de crenças religiosas, como por exemplo, a Bíblia, que defende relações heterossexuais. Entretanto, nem todos seguem a mesma religião, e a liberdade religiosa é um direito de todos os brasileiros. Com isso, todos devem ser respeitados por suas escolhas individuais, sem serem menosprezados e excluídos socialmente, por gestos e expressões.
Em segunda análise, a Ministra da mulher e família, Damares Alves, deu declarações defendendo que “menino veste azul, e menina veste rosa”. Outroassim, declarações como essa, reforçam padrões sociais impostos desde muito cedo as crianças, como por exemplo, meninos brincam de carrinho e meninas brincam de boneca. Pela mesma razão, crianças que não seguem os padrões estabelecidos sofrem discriminação, tanto dentro da família quanto socialmente. Logo, muitos adolescentes e jovens com opção sexual diferente da considerada “correta”, são expulsos de casa, agredidos e mortos, afinal, o Brasil é o país que mais mata homessuxuais.
Portanto, para uma sociedade em que a homofobia não seja recorrente, é necessário que as escolas em parceria com o MEC ensinem sobre diversidade. Do mesmo modo que a diversidade pode ser cultural e religiosa, cada ser humano é diverso por suas escolhas e características. Em síntese, palestras devem ser realizadas para que as crianças e adolescentes compreendam o assunto de um ponto de vista em que a tolerância exista.