Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 20/08/2021
O filme “Orações para Bobby” relata a história real da vida e do legado de Bobby Griffith, um jovem gay que se suicidou em 1983 devido ao fanatismo religioso e à homofobia de sua mãe, Mary Griffith. Assim como no longa-metragem, a comunidade LGBT ainda sofre com o preconceito que assola a sociedade brasileira. Dentro desse contexto, nota-se que o comportamento homofóbico contribui para o agravamento dos casos de violência, no Brasil, e explicita a intolerância como uma mazela que desequilibra a harmonia social.
Em primeira análise, destaca-se que a homofobia é apregoada por religiões, regimes de governo ou grupos machistas. De acordo com a teoria de Freud, psiquiatra criador da psicanálise, todos nós nascemos bissexuais, mas, ao longo do nosso desenvolvimento, nos forçamos a reprimir a atração por pessoas do mesmo sexo. Logo, segundo a psicologia, a maioria dos homofóbicos tem origem no medo de se demonstrar ou de parecer homossexual, visto que está arraigada na sociedade tradicional uma perspectiva generalizada de que o certo e o normal é ser “hétero e cis”.
Outrossim, sabe-se que essa comunidade é vítima diariamente da violência causada pelo preconceito, seja ela verbal, psicológica ou física – a qual fomenta, em muitos casos, a ocorrência de assassinatos. De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS), um LGBT é agredido a cada hora no Brasil, além de ocorrer uma morte por homofobia a cada 23 horas. Tal cenário é tão amedrontador que muitos desses indivíduos cometem suicídio ou desenvolvem transtornos psicológicos, já que a intolerância afeta até mesmo seus cotidianos.
Posto isso, então, cabe ao Ministério da Educação propor campanhas e palestras informativas nas escolas, conscientizando seus alunos sobre os danos provenientes da homofobia e, mostrando que todos os seres humanos são iguais e devem ser respeitados, independente da sua orientação sexual. Ademais, a mídia, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve promover iniciativas que reforcem a liberdade de gênero, como a inclusão de profissionais assumidamente homossexuais e a transmissão de manifestações e anúncios eleitorais da comunidade LGBT, criando valores igualitários para a sociedade brasileira.