Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 17/08/2021
O filme “O jogo da imitação”, estreado no ano de 2014, narra a história de Alan Turing, um jovem universitário recrutado para entender os códigos nazistas que após desvendar as codificações e ser aclamado como um herói, sofre preconceito quando as autoridades revelam sua homossexualidade. Em paralelo com a realidade, a sociedade contemporânea enfrenta grandes dilemas a respeito da homofobia em questão no Brasil. Sendo assim, infere-se que essa problemática é decorrente do machismo e possui fundamentação religiosa. Logo, essa celeuma urge ser solucionada.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que a construção histórica do patriarcado implica no desenvolvimento da homofobia. Então, as relações sociais foram pautadas nos padrões normativos de gênero e sexualidade, o que perpetuou a heteronormalização no decorrer da história. Assim sendo, com base no compilado das visões de Émilie Durkheim e Habermas, a sociedade molda o desenvolvimento moral dos indivíduos que a compõe. Dessa maneira, é analisado que os ideais machistas que rodeiam o círculo social do cidadão colaboram para que esse desenvolva padrões de pensamento homofóbicos. Portanto, é imprescindível que, para a resolução do exposto, as normas impostas pela sociedade sejam repensadas e analisadas criticamente.
Outrossim, é válido retornar às consequências do papel da religião no que diz respeito ao preconceito contra homossexuais. Assim, as instituições religiosas são responsáveis por ditarem normas de comportamento social pautadas em suas crenças. Seguindo essa lógica, foi estabelecido que as relações sexuais possuíam o único fim da reprodução, o que determinou que a homossexualidade fosse definida como subversiva. Em consonância, Foucalt analisou , em seu livro “A história da Sexualidade”, que a igreja exerce poder sobre a sexualidade e os corpos por meio da determinação do que é considerado normal e anormal. Por isso, é preciso que os valores religiosos sejam ponderados para que determinadas formas de preconceito não se instalem.
Em resumo, medidas são necessárias para a resolução da homofobia em questão no Brasil. Para tanto, as prefeituras municipais devem conscientizar a população. Isso será feito por intermédio de palestras e discussões realizadas em espaços públicos, ministradas por sociólogos e psicólogos que abordem o tema de forma didática, com o fito de naturalizar questões que ainda são tabus na sociedade. Dessa maneira, os casos de violência contra a população LGBTQIA+ irão ser reduzidos e todos serão tratados com o devido respeito.