Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 13/08/2021

No dia 12 de junho de 2016, em Orlando, uma boate gay foi vítima de um ataque de tiros onde mais de 50 pessoas foram mortas e pelo menos 53 ficaram feridas. O atirador, Omar Mir Seddique Mateen, apresentava comportamentos homofóbicos e era agressivo, segundo familiares. Infelizmente, nos dias de hoje, a violência contra pessoas LGBTQIA+, sigla em que engloba pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros, queer, intersexuais, assexuais e mais, são mais comuns do que se possa imaginar.

Segundo dados do Anuário do Fórum de Brasileiros de Segurança Pública, no Brasil ocorrem 4 crimes de homofobia por dia, se tornando o país que mais mata pessoas LGBTQIA+. O Advogado Matheus Falivene afirma que o Brasil é obrigado a investir em verbas federais para mapear a violência contra essa população. Também, o advogado orienta essas pessoas que ao se sentirem ameaçadas e agredidas, procurarem o MMFDH – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pelo disque 100 e ainda, acionar a Polícia Federal e a Polícia Civil.

Entre Janeiro e Junho de 2021, o número de denúncias contra crimes de homofobia na internet registraram alta de 106% em comparação ao ano de 2020. Segundo a diretora do SaferNet, Juliana Cunha, ao mesmo tempo que o Brasil conquista mais direitos ao grupo LGBTQIA+, também a uma tentativa de retrocesso. Deve-se também entender que a homofobia é apenas a chave para abrir a porta para outros problemas, principalmente na vida das vítimas, visto que o dano psicológico causado é quase irreversível.

Então, é de extrema importância dar apoio e acolher as vítimas e, desde o primeiro momento já auxiliá-las com a ajuda de profissionais qualificados, como psicólogos e psiquiatras. Também, o Ministério da Justiça deve garantir a segurança dos LGBTQIA+ por meio de leis, entretanto só será possível caso haja investimentos na segurança e na contratação de profissionais qualificados para auxiliar. Ainda, é necessário investir em campanhas, palestras e propagandas conscientizando a sociedade sobre os efeitos da homofobia, realizando em escolas, locais públicos, redes sociais e até mesmo fazer parcerias com estabelecimentos.