Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Combate à violência à homotransfóbica em destaque no Brasil.

Em agosto de 2021, Lucas Silva foi vítima de comentários homofóbicos após postar um vídeo com um amigo em uma rede social, e com a pressão e xingamento dos “haters”, Lucas cometeu suicídio. No contexto nacional atual, indivíduos lgbtqia+ ainda sofrem com diversas violências homotransfóbicas no Brasil. Isso ocorre, seja pela negligência governamental, falta de representividade e pela falta de educação com essas pessoas que merecem no mínimo, um respeito. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, um fim de que esses problemas não reflitam mais no contexto atual da nação.

Primeiramente, vale ressaltar que a ignorância governamental é uma das principais causas da criação de preconceitos e violência contra homosexuais no Brasil. Sob essa ótica, o ator e comediante Paulo Gustavo, afirmou que já sofreu inúmeros comentários desnecessários pela sua escolha de gênero. O ocorrido com o artista pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que, apesar de uma parcela significativa da população lidar com alguma orientação lgbtqia+, ainda são propagadas informações incorretas sobre o tema. Esse processo de fortalece a ideia que o estado não cumpre sua função de garantia de palestras públicas e segurança principalmente na internet, que é o lugar de maior quantidade de “haters”. Dessa forma, a ignorância contribui para a violência homotransfóbica no Brasil.

Ademais, uma carência de representatividade em programas fomenta o preconceito contra pessoas homosexuais. Nesse sentido, uma série de televisão da emissora Netflix, “Antrypical”, mostra as dificuldades de se identificar com outro gênero, ilustrado pela personagem Casey, que é lésbica. A série é um exemplo de representação desse grupo, no respeito, falando sobre homosexualidade de maneira responsável e sem machucar ninguém. No entanto, ainda é pouca representatividade nessas histórias, filmes e séries, que quando possuem um papel, muitas vezes, são personagens secundários e não há um aprofundamento de sua história. Desse modo, esse processo agrava os estereótipos contra essas pessoas e afeta sua autoestima, pois eles não sentem representados.

Portanto, são essenciais operantes para a reversão das violências homotransfóbicas no país. Para isso, competir ao governo investir em medidas para punir quem faz a violência física e psicológica nas pessoas que consideram homosexuais e promover palestras públicas para influenciar a sociedade não cometer o ato e denunciar quem faz o mesmo. Assim, o governo estará cumprindo sua missão de garantir a segurança pra todos e terá a violência menos presente dentro da sociedade brasileira.