Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/07/2021
Segundo a Constituição, todos os cidadãos são iguais perante a lei, tendo o direito à vida e dignidade. Entretanto, os atuais casos de homofobia no Brasil demonstram uma transgressão de tal lei. Desse modo, essa situação configura-se como um problema, pois promove a prevalência da exclusão social de indivíduos da comunidade LGBTQIA+, e em casos mais severos, a morte de muitos.
Primeiramente, é importante destacar que o preconceito contra pessoas homossexuais contribui fortemente para a permanência de casos de exclusão. De acordo com a socióloga Marilene Chauí, em uma democracia, devem existir ações que não prejudiquem um grupo em prol do benefício de outros. Tal fala não é compatível com a atual realidade vivida no Brasil, já que, segundo dados do jornal G1, em votação na Câmara para transformar em crime práticas de homofobia, cerca de 26,5% dos votantes foram contra essa decisão, demonstrando um longo caminho a ser percorrido no país, no que tange não somente ao respeito, mas tambem à aceitação de todos os cidadãos de que as relações amorosas não devem ter restrições ou punições, merecendo ser plenamente vividas.
Ademais, a permanência de práticas homofóbicas promove, muitas vezes, a morte de indivíduos da comunidade LGBTQIA+. Como exemplo, pode-se citar Adolf Hitler, que durante seu governo, foi responsável pela dizimação intensa de pessoas homossexuais, na Alemanha. Analogamente, na sociedade brasileira atual, observa-se a recorrência de casos de assassinatos contra essa população, como mostrado na pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, a qual retratou que, em 2013, o número de mortes chegou a 312. Finalmente, torna-se urgente a criação de medidas eficazes que garantam a segurança desses indivíduos, tratados muitas vezes brutalmente pela sociedade, apenas por conta de suas orientações sexuais.
Logo, ações são necessárias para o combate do problema. Portanto, o Ministério da Mulher, da Familía e dos Direitos Humanos deverá, por meio de parcerias com as escolas de todo o país, instaurar projetos nas instituições de ensino, que promovam palestras e rodas de conversa entre os alunos, abordando temas sobre a homossexualidade, a importância do respeito, independente do gênero, e também acerca da gravidade de atos homofóbicos, a fim de criar uma consciência em crianças e jovens, os quais poderão, futuramente, construir uma sociedade mais igualitária. Assim, o direito expresso pela Constituição poderá ser alcançado.