Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/07/2021
Ao longo de sua história a Igreja Católica Apostólica Romana nunca omitiu sua aversão às relações homoafetivas, ainda que, Michelangelo, um dos maiores artistas do Renascimento e o responsável pela pintura do teto da capela de Sistina fosse homossexual. Tal fato, permaneceria ignorado pela população devido às convenções sociais da época. Portanto, tais repelências à sexualidade alheia reverberam no hodierno, tendo em vista a perseguição sofrida por homossexuais e a falta de representatividade de tal grupo social em atividades cotidianas.
Em primeiro lugar, é possível destacar a violência sofrida pelas pessoas da comunidade LGBTQIA+. Diariamente, representantes de tal grupo social sofrem agressoões físicas, verbais, perseguições na internet, entre outros. Segundo o Jornal UOU um homossexual é assassinado a cada 16 horas no Brasil, fato que comprova a permanência de tal problemática na atualidade e sua necessidade de ser solucionada.
Sob outro prisma, cabe dissertar a respeito da falta de representatividade de indivíduos LGBTQIA+ em atividades cotidianas, como no esporte, na política, nas escolas, entre outros meios de atuação. Tal fato é fruto do preconceito e das diversas formas de violência sofrida pelos homossexuais, os quais se vêem coagidos a esconder sua verdadeira identidade, ou seja, sua orientação sexual, por medo do julgamento e da reação da sociedade. Ademais, segundo o filósofo Nietzsche, é necessária a transvaloração dos valores para uma sociedade igualitária e livre de preconceitos, através da extinção dos mecanismos opressores impostos pelo corpo social ao longo da história.
Infere-se, portanto, que a questão da homofobia no Brasil é uma problemática atual e que urge ser solucionada. No entanto, cabe ao Poder Judiciário em parceria com a Polícia Militar, garantir a correta aplicação da lei contra a homofobia, através de maior atenção à denúncias e acolhimento às vítimas, por meio de disque denúncias e e-mails. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação junto às mídias sociais, promover campanhas que visem o combate à homofobia, por meio de políticas públicas em escolas e postagens nas redes sociais e comerciais de TV. Dessa forma, será possível alcançar o ideal de sociedade igualitária pensada por Nietzsche.