Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2021
De acordo com o grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata travestis e transsexuais no mundo. Nessa lógica, percebe-se que embora a comunidade LGBT esteja lutando por seus direitos, é visível que a homofobia ainda é uma questão na sociedade brasileira. Isso ocorre em razão da passividade escolar e da omissão da sociedade frente a essa situação.
Diante desse cenário, é preciso considerar como a não adesão das escolas aos temas referentes à sexualidade corrobora com um panorama homofóbico. Nesse viés, a série da Netflix, “Sex Education”, assim como em outros seriados, mostra um contexto comum e preocupante nas unidades escolares: a discriminação contra alunos homossexuais e a negligência das autoridades. Sob essa ótica, apesar de distante da ficção, cenas como essa são comuns no Brasil. Isso porque, em decorrência da omissão escolar em relação às consequências da homofobia, alunos que praticam esse tipo de agressão não são punidos e, consequentemente, nomalizam essa ação. Desse modo, com a permanência da problemática, indivíduos que sofrem com esse preconceito carregarão sequelas até a vida adulta, visto que vive-se em uma mesma cultura.
Outrossim, é necessário enfatizar a passividade social como colaboradora para a persistência da homofobia no país. Nessa perspectiva, segundo o ativista e advogado Mahatma Gandhi, “Devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo”. Nesse sentido, pela interpretação da citação, entende-se que para ocorrer transformações signficativas, deve-se adotar uma postura ativa, ou seja, manter a constância nas pautas sociais. Entretanto, nesse contexto, nota-se que ainda que represente uma corrente importante, a questão da homofobia não é debatida tempo suficiente para ocasionar efeitos positivos. Por conseguinte, sem a manutenção do entrave, indivíduos que sofrem diretamente com essa discriminação, continuarão a exprienciar a inércia da sociedade.
Torna-se claro, portanto que medidas são necessárias para combater a homofobia no país. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve inserir no currículo escolar temas relacionados a discussão sobre o respeito a comunidade LGBT. Tal fato pode ser feito por meio de aulas práticas e palestras, com o auxílio de profissionais especializados e por intermédio de relatos verídicos. Para que, dessa forma, a sociedade brasileira possa ressignficar essa herança homofóbica e conscientizar a próxima geração sobre essa questão. Além disso, cabe ao Ministério da Comunicação disseminar, nas mídias e na TV aberta, informações sobre a importância do incentivo e apoio da população em relação às pautas.