Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2021
De acordo com a Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, todo cidadão é igual perante a lei. Entretanto, o que se percebe é a sua não aplicação na prática, uma vez que apesar de grandes avanços nesse quesito, a comunidade LGBT ainda sofre com profunda repressão e desigualdade em nossa sociedade, sendo essas as principais vítimas de doenças mentais como depressão e ansiedade. Dessa forma, é preciso criar novos caminhos para diminuir a homofobia no Brasil, que se sustenta pelo fanatismo religioso e resulta em centenas de assassinatos todos os anos no país.
Em primeiro plano, de acordo com o processo genealógico de Nietsche, é necessário analisar as raízes históricas de um problema para compreendê-lo. Dessa forma, é possivel perceber que grande parte da intolerância contra homossexuais provém do extremismo religioso: os 6 únicos países que ainda condenam os gays à pena de morte não são Estados laicos. Desde o Império Romano há relatos de relações homoafetivas masculinas, que começaram a ser estigmatizadas a partir do surgimento e popularização da religião cristã em seu território. Atualmente, no Brasil, muitos políticos que são contrários ao casamento gay ou a adoção de crianças por um casal homossexual, por exemplo, se amparam em trechos bíblicos para reafirmar seu preconceito.
Consequentemente, como a maior parte da população brasileira é cristã, esse posicionamento homofóbico acaba fomentando muito ódio contra a comunidade LGBTQIA+. Devido a isso, o Brasil é o país que mais mata travestis no mundo todo, apesar de também ser o país que mais consome pornografia transexual através da internet, comprovando a hipocrisia presente nos indivíduos preconceituosos que constituem uma sociedade LGBTfóbica.
Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas para solucionar tal problema. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio de escolas e universidades, deve criar um projeto sócio-educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a homofobia. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto, reduzindo, assim, a homofobia e o preconceito no Brasil.