Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2021

“A ignorância nunca resolve uma questão”. A afirmação atribuída ao ex-primeiro-ministro inglês Benjamin Disraeli pode ser facilmente aplicada à questão da homofobia no Brasil, já que a incapacidade das pessoas em analisar essa problemática, de forma racional e crítica, solidifica a escassez de medidas para a sua erradicação. Indubitavelmente, percebe-se que esse cenário é advindo da negligência estatal no que se refere a criação de políticas públicas que visem não só extinguir essa prática como também proteger os afetados. Com isso, não só a não abordagem dessa temática na rede escolar como também o preconceito por parte da sociedade atuam agravando o quadro geral.

A princípio, vale ressaltar que ao não abordar na rede escolar a questão da homofobia e os desafios para eliminar sua prática, o sistema de educação ineficiente age como um dos fatores que corroboram para a persistência desse impasse. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Logo, as instituições de ensino deveriam exercer o seu papel de agentes educadoras trabalhando com seus alunos a importância de respeitar todas as pessoas indiferentemente de sua orientação sexual.

Outrossim, convém enfatizar que é de suma importância que a população brasileira entenda a necessidade de extinguir qualquer tipo de preconceito. “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” A frase do físico teórico alemão Albert Einstein, exemplifica a problemática exposta, uma vez que práticas discriminatórias estão tão presentes na sociedade que estas acabam sendo banalizadas e despercebidas. No entanto, a situação mencionada configura um desrespeito social e que, portanto, deve ser modificada em todo o território nacional.

Por consequência, políticas públicas devem ser elaboradas para solucionar essa questão. Desse modo, compete ao MEC (Ministério da Educação) garantir que seja apresentado a todos os alunos os direitos humanos por meio da promoção de palestras e debates a fim de ensinar que todos os seres têm os mesmos direitos e deveres apesar de terem gostos, opiniões ou raças diferentes. Além disso, cabe ao Poder Legislativo fazer com que crimes de cunho preconceituoso não passem despercebido por intermédio da criação de leis mais severas que punam os infratores de maneira mais rigorosa com o objetivo de alcançar a isonomia para todos os cidadãos. Dessa forma, deixar a ignorância de lado como proposto por Disraeli, fará com que a situação exposta seja intermediada no Brasil.