Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2021

Na série americana original da Netflix “ I am not okay with this”, acompanha-se a trajetória de uma adolescente do ensino médio, onde ao decorrer da trama ela se apaixona por sua melhor amiga e precisa saber como lidar com os diversos julgamentos ao seu redor. Tendo em mente a atual sociedade brasileira repleta de discriminações contra pessoas LGBT, é de suma importância ressaltar que tal problemática ocorre devido à violência contra esses indivíduos, como também, a agressão verbal no discurso de ódio nesse quadro alarmante.

Primeiramente, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a violência contra LGBTs no Brasil. De acordo com o relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), o Brasil registrou mais de 141 mortes de pessoas LBGT no ano de 2020, onde é apontado que as principais causas das mortes foram precisamente ocasionadas por outros indivíduos, apontando espancamento e até estrangulamento. Nesse sentido, com números de mortes tão altas em tão pouco tempo e sem nenhuma medida drástica tomada, nota-se um descaso das autoridades com essa comunidade. Apenas em 13 de junho de 2019, O Supremo Tribunal Federal ( STF), veio a intervir determinando que discriminação por orientação sexual e identidade de genêro passase a ser considerada como crime, o que até mesmo alguns ministros reconheceram ter sido tarde demais a se tratar do tema.

Ademais, o discurso de ódio também tende a ser um fator contribuinte nesse quesito. Na série de romance chinesa “ The Untamed”, os atores Wang Yibo e Xiao Zhan após realizarem papéis de amantes, receberam ataques de ódio tão violentos em redes sociais, que foram proibidos de ficarem próximos um ao outro em público pelas grandes emissoras de televisão chinesa. O mesmo ocorre com o ator Elliot Page, que atuou em Umbrella Academy, sendo altamente julgado na internet após se assumir abertamente transsexual.

Compreende-se portanto, que é imprescindível a resolução para combater a violência contra a população LGBT no Brasil. Assim, o Ministério dos Direitos Humanos por meio de aulas práticas em escolas e palestras, pudesse desenvolver um sistema de ensino sobre pautas LGBT, instruindo desde cedo a crianças e adolescentes a fim de não serem preconceituosos com o próximo. A inclusão através das mídias sociais e campanhas de proteção também são formas de se lidar com essa problemática. Dessa forma, a sociedade brasileira poderá alcançar de forma significativa, a diminuição das agressões contra LGBT no Brasil.