Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 08/06/2021
A homofobia pode ser entendida como preconceito, aversão ou desprezo à comunidade LGBTQI + (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, transexuais, queer e questionando). Infelizmente, existe uma cultura homofóbica enraizada na sociedade brasileira, que se prova pelo fato do Brasil ser o país que mais mata membros da comunidade no mundo e pela falta de informação e visibilidade que esta pauta ainda possui.
Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2019 foram originados 141 mortes nos cinco primeiros meses do ano, média de 1 morte a cada 23 horas. Esses números crescentes e assustadores são os que fazem o Brasil ser considerado um dos países mais perigosos para a comunidade. A maior parte dos assassinatos são motivados por fatores religiosos e / ou políticos, pela parcela conservadora da população.
Outro problema é a desinformação e a falta de visibilidade das pessoas em relação a causa, visto que apenas em 2019 o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou o julgamento que diz respeito à criminalização da homofobia e transfobia, onde enquadra o crime em racismo. Assim como apenas em 1990, uma Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou uma homossexualidade da lista internacional de doenças, ou seja, até esses dados, pessoas homossexuais eram tratadas como pessoas com desvios patológicos mentais.
Dessa forma, têm-se a necessidade de resolver este impasse. As atitudes homofóbicas devem ser fortemente repreendidas e aquelas que a prática, tanto a agressão verbal quanto a física, devem receber suas devidas punições. Para isso, através de recursos midiáticos, o Governo Federal deve realizar propagandas a fim do respeito pela identidade de gênero e pela orientação sexual de cada indivíduo, propagando igualdade, segurança e liberdade para todos os cidadãos LGBTQI +, assim como a conscientização nas escolas, levando palestras de especialistas e trabalhando em aulas de sociologia o respeito e a empatia.