Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 20/01/2020

Durante o período entre guerras, o qual Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, os homossexuais sofreram atentados contra a integridade física, acarretando na morte de grande parcela das vítimas; tornando assim a homofobia uma das fúnebres marcas do governo nazista. Hodiernamente, mesmo com a criação de grupos que lutam contra o preconceito de gênero, como a comunidade LGBT(Lésbiscas. Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), os crimes contra a população homoafetiva crescem de maneira exponencial. Dessa maneira, é vital esquadrinhar a ineficiência estatal em promover a igualdade de direito para todos, bem como a insciência, atrelada ao conservadorismo como impulsionadores do problema.

Na perspectiva jurídica, o ideário de igualdade para todos sem a distinção de sexo está contido no artigo 5° da Constituição vigente. Contudo, o dispositivo legal encontra-se da efetivação, uma vez que segundo a Rede Trans e o Grupo Gay da Bahia, só nos primeiros quatro meses de 2019, cerca de 53 transgêneros foram mortos no Brasil. Dessa maneira, surge o cenário caótico vivenciado na contemporaneidade, o qual se retrata as nefastas complicações psicológicas dos homoafetivos, uma vez que estes são cada vez mais vitimizados pelo preconceito impingido pelos homofóbicos.

Outrossim, o conservadorismo, ligado a falta de ciência sobre as diferentes preferências sexuais reverberam um fatídico problema social: o déficit retórico. Prova disso, é que antes da intervenção da Organização Mundial da Saúde nas causas LGBTs, em 1990, a sociedade da época considerava a homossexualidade como problema de saúde. Ademais, em coadunação com o sociólogo Émile Durkheim, o Fato Social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotado de generalidade, coercitividade e exterioridade; nesse viés, é indubitável que o indivíduo que convive em um local conservador-o qual considera a homossexualidade errada segundo os preceitos religiosos e familiares -tende a legitimar a homofobia, tornando assim o preconceito incrustado nas diferentes gerações que estão por vir.

Destarte, é imperioso que o poder executivo-principal órgão responsável pelos interesses públicos-, atue na criação de palestras educacionais em escolas com a participação dos pais das crianças, fazendo com que haja discussões e reflexões a respeito das diferentes escolhas sexuais; com o fito de liquidar os impasses trazidos pela transitação da homofobia. Dessa maneira, a igualdade de direitos prevista na Constituição Federal será concretizada.