Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2018

No Céu da Pátria.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático Alan Turing destacou-se pela invenção do que seria o atual computador. Após a guerra, sabe-se que esse cientista declarou sua homossexualidade, tornando-se vítima de homofobia, motivo que o levou a um posterior suicídio. Do século XX, ao panorama hodierno, o ódio aos grupos LGBT’s ainda configura-se como algoz à plena cidadania brasileira, seja pela crença que ele não existe, seja pela legislação branda.

Primordialmente, é necessário entender que, como a maioria dos preconceitos no Brasil, a LGBTfobia é velada e cultural, passando a impressão de que esse crime ocorre em baixa proporção, entretanto, a realidade é diferente. A título de exemplificação, a terra de palmeiras e sabiás liderou o ranking de países mais perigosos para os gays em 2017, segundo o jornal New York Times. Nesse sentido, tal problemática é consoante ao pensamento do físico Albert Einstein quando afirmava que na modernidade, ‘’é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Vale salientar ainda, que leis específicas contra esse tipo de violência inexistem no país verde e amarelo. Dessa forma, é notório que a baixa representatividade entre os parlamentares e a perseguição sofrida por esses grupos, advinda de bancadas conservadoras, contribuem significativamente para tal situação. Como produto dessa realidade, crimes envolvendo homofobia são punidos de forma branda ou não são punidos, colocando a constituição, que prega total isonomia entre os cidadãos, em risco.             Parafraseando o político Theodore Roosevelt, educar o intelecto sem educar a moral é criar ameaças. Partindo dessa égide, pode-se afirmar que para solucionar a questão do ódio à grupos LGBT’s no Brasil é condição ‘’sine qua non’’ que o Ministério da Educação, por meio de palestras e aulas nas escolas, promova a plena clarificação de seus alunos sobre os assuntos relacionados a homossexuais, assim, visto que o problema tem raiz na falta de conhecimento, tais medidas culminarão na redução do preconceito. Ademais, é imprescindível que a mídia, através de campanhas publicitárias, alerte a população da pouca participação LGBT na política, com a finalidade de aumentar o número de deputados eleitos identificados com a causa. Mediante tais medidas, a cidadania brilhará ‘’no céu da pátria’’, assim como na canção nacional.