Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2018

O escritor austríaco, Stefan Zweig, afirmou em sua obra literária que o Brasil seria um país do futuro, ou seja, grandes inovações tecnológicas e sociais iriam ser efetivadas. Contudo, quando se observa a questão da homofobia na sociedade brasileira, nota-se que esse ideário conta somente na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto, cabe analisar sobre como a persistência da intolerância e a escassez de rigor nas estruturas judiciais influenciam na problemática em questão.

É indubitável que o preconceito advindo da população atua como agente ativo na existência dos casos de ataques homofóbicos. Isso porque, desde a Idade Média, a igreja pregava que comportamentos homoafetivos são anormais, além de, durante toda a segunda metade do século XIX, a medicina apresentou estudos errôneos de que a homossexualidade era considerada um distúrbio mental. Como consequência, tais ideologias foram disseminadas na sociedade e adeptas principalmente por grupos conservadores que, atualmente, ainda acreditam nas ideias vetustas supracitadas e faz o uso das mesmas para praticar a discriminação e atos de violência.

Vale ressaltar, também, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Isso ocorre porque, a pouca rigorosidade judicial e de infraestrutura que visam combater a homofobia, acaba acentuando a impunidade dos praticantes de agressões contra grupos LGBTs, pois, no levantamento realizado pelo Grupo Gay Da Bahia (GGB), somente em 25% dos casos de hostilidade, os agressores são identificados e em menos de 10% ocorre a aplicação de aberturas de processos e punições. Consequentemente, tais fatos colocam a minoria em questão em situações de risco, haja vista que, segundo a Agências dos Direitos Humanos, o Brasil está entre um dos países que mais matam homossexuais, chegando a ser uma pessoa morta a cada 25 horas.

Diante do exposto, cabe ao Ministério da Justiça adjunto de delegacias locais promover maior punição a quem realiza crimes de ódio contra LGBTs, isso deve acontecer por meio de implantações de medidas judiciais mais rigorosas através de prisões ou multas e no segundo caso, todo dinheiro arrecadado seria destinado para ONGs que apoiam e lutam em prol da comunidade gay. Vilipendiando Outrossim, cabe ao Ministério Da Educação (MEC) promover a criação e implantação de projetos nas escolas com o intuito de realizar oficinas ministradas por sexólogos e psicólogos que discutam a respeito da importância da aceitação e do respeito a orientação sexual de cada indivíduo, afim de que o tecido social brasileiro se desprenda de certos tabus para não viver na realidade das sombras, como na alegoria da caverna de Platão.