Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 14/07/2018

Segundo o psicanalista Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência. Ou seja, a sociedade é marcada pelo patriarcalismo. Assim, a presença de uma figura masculina em uma relação é valorizada. E isso tornou as relações homossexuais ridicularizadas, resultando na homofobia. No entanto, dois aspectos são relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.

Sendo assim, a perpetuação da homofobia no Brasil hodierno ainda persiste por causa da herança de um passado histórico marcado pelas imposições dos dogmas religiosos, como o casamento heteroafetivo ser o único aceito diante da sociedade. Pois, os novos conceitos de relações são vistos como impuros e indignos. De acordo com o cientista contemporâneo Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, a homofobia tem raízes ideológicas profundas socialmente.

Além disso, ela não é considerada crime no País. Sendo assim, a luta do movimento LGBT não é reconhecida da maneira devida. Segundo o mapa da homofobia elaborado pelo G1, nos últimos 10 anos houve uma taxa de 465 vítimas agredidas. E também, a vida dessa minoria são prejudicas de forma social e física. Algumas pessoas desenvolvem problemas psicológicos por conta da pressão social imposta. Ou seja, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está sobretudo na perpetuação do preconceito que afeta o psicológico das vítimas.

Fica evidente, portanto, que a homofobia é o desrespeito a Constituição Federal que defende a igualdade entre todos. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo criar projetos de lei que torne a homofobia um crime inafiançável, já que os prejuízos que o grupo LGBT recebem são irreversíveis. Quem sabe assim, o fim da homofobia deixe de ser uma utopia para o Brasil.