Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 05/07/2018

Durante a segunda guerra mundial na Alemanha Nazista, os homossexuais eram levados para o campo de concentração, no qual sofriam diversas formas de tortura, tal opressão era justificada pela premissa biológica de impossibilidade de reprodução e doutrinas religiosas. Hoje, mesmo com o fim desse grande episódio de intolerância, a homofobia ainda é um problema que mata e que está relacionado intimamente com padrões culturais.

É indiscutível que no Brasil existe uma cultura baseada em valores religiosos e conservadores, principalmente no Congresso no qual deveria ser o centro das representatividades das minorias, no entanto, acaba sendo o local que mais inviabiliza os projetos que são direcionados à comunidade de lésbicas, gays, transsexuais e bissexuais, pelos valores intolerantes fixados na cultura brasileira. Em consequência disso, a população LGBT se torna excluída e passível de ataques e até morte, já que segundo o Grupo Gay Da Bahia em 2013, 312 assassinatos foram registrados contra cidadães homossexuais.

Outro fator existente,  é a não criminalização da homofobia, também tratada como um crime comum e em delegacias normais que não oferecem apoio emocional à vitima, caso contraditório pois segundo dados divulgados pelo Grupo Gay Da Bahia, o Brasil é o país que mais mata Travestis e Transsexuais no mundo, sendo que, além da violência física também são excluídos do mercado de trabalho e do meio acadêmico.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. O Ministério da Educação em parceria com a mídia televisiva poderia criar uma campanha em canais abertos para orientar o telespectador sobre a importância de respeitar a diversidade sexual em todos os horários. Outrossim, o Ministério da Justiça, poderia criar um projeto de lei que criminalize a homofobia e crie delegacias que tratem de crimes relacionados à atos homofóbicos, com o objetivo de garantir atendimento psicológico adequado às vítimas.