Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/07/2018

Funcionando como a segunda lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando de percurso, a homofobia é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar esse percurso da permanência para a extinção, a combinação de fatores familiares e sociais acabam por contribuírem com a situação atual. Em primeira abordagem, segundo pesquisas, a maioria das vítimas de homofobia não tem um bom relacionamento familiar e, por conseguinte, não se sentem à vontade para dialogar dentro de casa, o que dificulta a identificação e, consequentemente, a resolução do problema. A má relação em casa não se dá apenas pela falta de comunicação, em muitos casos a família apresenta caráter homofóbico e violento, controlando os filhos de modo que tenham postura heterossexual. Diante disso, tornam-se passíveis de intervenção os desafios enfrentados, hoje, pelo grupo LGBT no Brasil. Ademais, a postura social brasileira é de índole heteronormativa, isso corrobora com o alto índice de suicídios entre os homoafetivos, uma vez que sua orientação sexual não é considerada “normal” e dessa forma, desencadeia uma série de conflitos internos à vítima. A Universidade de Columbia realizou uma pesquisa e concluiu que o local de convívio social exerce bastante influência, ambientes mais abertos à homoafetividade apresentam menos casos de suicídio. Desse modo, torna-se realmente inviável a mudança do percurso da homofobia, da permanência para a extinção. Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança dessa trajetória. Assim, seria interessante que a mídia abordasse tal impasse, através de personagens que passem por esse problema, deixando mães e pais cientes da importância do diálogo e da compreensão do assunto. Outrossim, seria importante que a postura social fosse outra, no entanto, para isso acontecer de forma efetiva, é dever do governo disponibilizar consultas com psicólogos pelo SUS para o público afetado e palestras para o entendimento de toda a sociedade, funcionando conforme a força descrita por Newton, mudando o percurso desse problema no Brasil. Só assim a família e a sociedade funcionarão como a força descrita por Newton e mudarão o percurso da homofobia, da permanência para a extinção.