Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 30/06/2021
Na série “Quem Matou Sara?”, o personagem Chema ao se revelar homossexual para os seus pais é agredido de duas maneiras: física, pelo seu pai, que lhe defere socos e chutes, e verbalmente, pela sua mãe, que diz que ele é uma aberração. Fora da ficção, a questão da homofobia — aversão a homossexuais — é uma realidade na sociedade contemporânea, sendo causada principalmente por heranças históricas. Tais costumes herdados dos séculos passados tem uma grave consequência: eles violam os direitos sociais dessas minorias e influenciam na sua qualidade de vida.
A princípio, cabe analisar a principal causa dos comportamentos homofóbicos na sociedade hodierna: as heranças históricas. Na Idade Média, um período que durou quase mil anos, a Igreja Católica, que era a instituição mais poderosa da época, reprimia os casais homoafetivos e os condenavam, queimando na fogueira como castigo, com a justificativa de que eles não seguiam os dogmas do Cristianismo. Na contemporaneidade, percebe-se que tais atitudes e comportamentos homofóbicos se perpetuaram na sociedade, uma vez que o Cristianismo perdurou e atualmente consta com cerca de 2,3 bilhões de adeptos no mundo, e isso pode ser a explicação para que a cada 28 horas, 1 homossexual seja morto no Brasil, segundo o site “O Globo”.
Como consequência, a população homossexual é impedida de desfrutar dos seus direitos sociais plenamente e sofre com uma qualidade de vida instável. De acordo com a Constituição Federal de 1988, os direitos sociais são: saúde, educação, trabalho, alimentação, moradia, entre outros. No entanto, devido aos ataques que essas minorias sofrem constantemente, é inviável desfrutar de alguns direitos, como o da educação, por exemplo, que é um direito que possibilita alcançar os demais. Prova disso são dados do site “Vi o mundo”, no qual é apresentado que 53% dos homossexuais nas escolas dos Estados Unidos sofrem homofobia dos docentes da instituição de ensino, além disso, 28% deixam a escola antes de obter o diploma.
Dessa maneira, são necessárias ações para combater a questão da homofobia no Brasil. Logo, as escolas devem desenvolver a tolerância e o respeito ao público homossexual nos alunos desde a mais tenra idade, por meio de brincadeiras e peças teatrais que tenham a participação de pessoas do público LGBT, para que a criança tenha contato desde cedo com esses indivíduos. Com isso, esses alunos, ao atingirem uma idade mais avançada, não irão propagar discursos de ódio ou preconceito contra essas minorias. Assim, a escola vai estar seguindo o pensamento do Nelson Mandela, que defende que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.