Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/07/2018

O filme “Orações para Bobby” baseado em fatos reais, retrata a trajetória de um jovem que se revela gay em uma família religiosa opressora, a qual não o aceita, levando Bobby ao suicídio. Em paralelo com a história de Bobby, diversos lgbtq+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros, Queer e outros) sofrem exclusão familiar e social, muitos sendo expulsos do lar, privados de direitos básicos e ficando a deriva da violência.

Conforme supracitado, a ausência familiar é um fator de extremamente negativo ao jovem lgbtq+, o qual já se encontra em um ambiente vulnerável a diversas violências, sendo elas físicas e mentais. A falta de discussão sobre os mesmos nas escolas e na família serve de agravante ao surgimento de preconceitos, além de alimentar o estereótipo da “família tradicional”. Consequentemente esse público passa a ser marginalizado pela sociedade, levando-os a destinos como drogas ou mesmo ao suicídio, como apontam os dados da Viomundo, o qual diz que na França a cada três pessoas que tentam suicídio uma é homossexual.

Ademais, Dados do Grupo Gay Bahia revelam que o Brasil é o país que mais mata lgbtq+ no mundo, tendo como principal reflexo a ausência de leis em defesa a essa parcela da população, não existindo leis que equiparem crimes lgbtq+ a delitos como racismo, injúria racial ou violência feminina, além da repressão por parte da igreja, a qual usa como defesa artifícios bíblicos. Tais fatores além de agravante a violência, geram o medo de manifestações públicas, culturais e afetivas.

Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Educação, a realização de palestras por militantes lgbtq+, em escolas da rede pública e privada, abordando a diversidade de gênero Também o STF deve elaborar um projeto de lei, com auxilio da comunidade lgbtq+, o qual criminaliza qualquer tipo de violência física ou psicológica a esse público, afim de evitar qualquer tipo de injustiça.