Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 28/06/2018

De acordo com o Grupo Gay da Bahia, o ano de 2017 registrou 445 homicídios de pessoas LGBTs no Brasil; desses, 242 foram de pessoas homossexuais. O número cresceu 30% em relação ao ano anterior. Visto isso, deve-se analisar as origens do impasse e a ausência de aparatos legais que propiciam a persistência da homofobia e, consequentemente, o aumento das estatísticas.

Primeiramente, deve-se destacar as raízes ideológicas da questão. O Brasil se configura como um país patriarcal e machista, baseado dogmas religiosos, e diferenças aos ideais conservadores de família são discriminados. Estes fatores fazem com que o preconceito seja passado para as gerações mais novas, através de piadas e discursos de ódios velados de opiniões.

Além disso, cabe salientar que a homofobia não é crime no Brasil. Com a ausência de fiscalização, homossexuais sujeitos a serem violentados de forma física, verbal e psicológica em espaços públicos, de trabalho, escolares, etc. Da mesma forma, a impunidade dos agressores colabora para a persistência da violência.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A fim de diminuir o preconceito, o Ministério da Educação deve adicionar aos Parâmetros Curriculares Nacionais conteúdos referentes ao respeito à diversidade sexual para que sejam ministrados na salas de aula do país. Além disso, o Poder Legislativo deve elaborar, com urgência, uma lei que configure a homofobia e suas mais diversas manifestações como crime, a fim de minimizar diminuir os casos e punir os agressores. Dessa forma o Brasil conseguirá diminuir as tristes estatísticas relacionadas à homofobia.