Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 20/06/2018
As relações sociais, de acordo com Claude Lévi-Strauss, são uma das forças que estruturam a sociedade. Esse panorama auxilia na análise da questão da homofobia no Brasil, visto que na comunidade os assuntos relacionados ao grupo LGBT seja um grande tabu, o qual promove a falta de apoio da população e do Estado para com os mesmo. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores negativos que favorecem esse quadro e dificultam as buscas de caminhos para combater a homofobia. Em primeiro plano, é válido citar que, no Brasil, em 2017 foram registradas pelo Grupo Gay da Bahia 445 mortes de LGBT motivadas por homofobia. Entretanto, o termo homofobia expressa qualquer ato ou manifestação de ódio e rejeição a esse grupo, os quais estão presentes em vários meios sociais. Consoante a isso, vale atentar-se para as ocorrências dessas agressões nas escolas, ambiente que deveria ser o mais igualitário em relação à liberdade e direito de ir e vir com segurança. Todavia, isso tem sido desafiador para esse grupo de jovens, pois tais ocorrências influenciam no desempenho de aprendizagem dos estudantes, afastamento deles da instituição e até mesmo problemas psicológicos, sendo essas as objeções mais frequentes.
Sob esse contexto, pode-se apontar também, como empecilho a cultura religiosa enraizada na sociedade com o embasamento e argumentos bíblicos para tentar justificar tais ações preconceituosas, as quais permitem maiores ocorrências das violências e promovem a falta de apoio, respeito e amor dos familiares dessa comunidade. Tal cultura contribui para que crianças já cresçam com pensamentos ofensivos em relação aos gays, explícitos em “brincadeiras”, conversas e comportamentos no dia a dia destes. Ademais, é perceptível a ausência de ações do Estado a favor desses indivíduos, em que não existam leis em suas defesas, deixando-os à mercê dos agressores.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de alterar esse cenário. Portanto, é fundamental por parte do Governo junto ao Ministério de justiça que criminalizem a homofobia, de modo que seja uma forma de defesa legalizada para este grupo, com intuito de reduzir os atos de violência. Importante também que o MEC juntamente com as escolas, promova campanhas em combate à homofobia dentro desses locais com palestras ministradas por psicopedagogos para os alunos e familiares, e diálogos a respeito da importância de respeitar as diversas de orientações sexuais, com a intenção de esclarecer dúvidas sobre esses assuntos e a relevância de apoiar moralmente os mesmos, trabalhando em prol das boas relações sociais e do bem estar dessas pessoas, executando com veemência seus direitos de ir e vir com segurança e liberdade.