Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 10/06/2018

Partindo dos preceitos do iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Contudo, quando de observa a questão da homofobia no Brasil, é notório que esse ideal consta somente na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada ao país. Nesse contexto, cabe analisar como a falta de rigor na estrutura judicial e a persistência da intolerância, influenciam na problemática em questão.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre a causa do problema. Tal fato se reflete não só na escassez de leis que criminalize com rigidez àqueles que praticam agressões verbais ou física contra homossexuais, mas também na ausência de uma estrutura no atendimento às vítimas perante aos núcleos de denuncias locais, e devido a falta de um planejamento complexo, leva-se um longo período para encontrar e aplicar a penalização aos agressores.

Outro ponto relevante, é o preconceito da população que ainda atua como agente ativo nos impasses sociais vividos pelos homossexuais em nossa sociedade. Alguns exemplos disso, é a quantidade de LGBTs que são expulsos de casa, a reação a população perante a demonstração de contato afetivo entre pessoas do mesmo sexo em ambientes públicos, além de crimes de ódio influenciados por preceitos religiosos. Tais fatores, de grande impacto na vida do indivíduo LGBT, são os principais responsáveis pelo desencadeamento dos casos de depressão, ansiedade, ataque de pânico e principalmente, o suicídio.

Por essa razão, medidas são necessárias para combater a questão da homofobia no Brasil. Cabe ao Ministério da Justiça junto as delegacias locais, a implantação de leis com maior rigorosidade penal, onde aqueles que cometessem crimes homofóbicos seriam penalizados com prisão ou multa, e no segundo caso, todo dinheiro seria destinado à instituições que dão assistência aos LGBTs. Ademais como já dito pelo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas o mundo. Logo, cabe ao Ministério da Educação junto as instituições escolares, a realização de palestras e oficinas educativas -aberta a alunos e família- ministrada por sexólogos e os mesmo debateriam sobre o quão normal é não se encaixar em padrões héteros e sobre a importância de apoiar e  aceitar os que fogem desse ‘‘padrão’’.  Com isso, a sociedade brasileira se desprenderia de certos tabus e não viveria na realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.