Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 06/06/2018

Em 17 de maio de 2010, foi instituído por decreto presidencial, no Brasil, o Dia Nacional Do Combate a Homofobia. O projeto aderido por estados e municípios aplicou ações de combate à violência, ao preconceito e discriminação. Contudo, hodiernamente, as taxas de crimes contra homossexuais faz-se presente e com ascendência. Nesse contexto, deve-se analisar como a intolerância e a constante impunidade jurídica dos homofóbicos, contribuem para a problemática em questão.

A presença da intolerância é a principal responsável pela persistência da homofobia, no Brasil. Isso acontece por que, na pós-modernidade, as pessoas, conforme defende o sociólogo Zygmum Bauman na obra ‘‘Amor Líquido’’, não apresentam empatia e com isso, não se importam ou não vêm o outro como ser humano. Em decorrência dessa fragilidade nos laços afetivos, a intolerância é impulsionada e a violência  ou propagação de discurso de ódio contra homossexuais, fazem-se presentes. Contribuindo assim, para a constância da homofobia em nossa sociedade.

Além disso nota-se, ainda, que a carência de penalidades à praticantes de violência contra LGBTs também é responsável pela presença da homofobia em nossa sociedade canarinha. Isso ocorre por que, sem a rigorosidade penal, indivíduos homofóbicos se vêm mais ‘’livres’’ para realização de crimes à minoria já supracitada. Além do mais, o aumento nas taxas de violência já pode ser notado, pois, segundo o GGB (Grupo Gay Da Bahia), em 2017 foram registradas 445 assassinatos, documentados, de LGBTs, um crescimento de 30% em relação do ano anterior, com 343. Logo, é notório que a impunidade penal influencia na ascendência no número de crimes contra essa sociedade. E não se trata ‘‘apenas’’ de homicídios, mas também a violência verbal ou propagação de ódio, que acarreta outros impasses  àqueles que são vítimas, como; depressão, ansiedade, crise de pânico e suicídio.

Por essa razão, medidas são necessárias para combater os casos de homofobia no Brasil. Com isso, cabe a Justiça Federal em conjunto aos núcleos de denuncias locais, trabalhar em políticas de maior intervenção jurída nos casos de homofobia, aplicando leis mais vigorosas à quem comete esse crime. Ademais, o Ministério Da Educação em parceria com escolas, deve realizar palestras ministradas por psicólogos, sobre o quão normal é a homossexualidade e o quão importante é respeitar e aceitar a orientação sexual do próximo. Dessa forma caminharíamos à um país com indivíduos  mais consciente de seus atos e intolerantes à preconceitos.