Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 05/06/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a homofobia no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Diante disso, torna-se passivo de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que se refere à persistência do preconceito contra homossexuais e a dificuldade que esses indivíduos têm de se viver em harmonia com a sociedade, sem serem agredidos física ou verbalmente.
Uma obra cinematográfica, gravada recentemente, ganhou diversos prêmios por retratar esse tema. O filme ‘‘O jogo da imitação’’, baseado em fatos reais, conta a história do matemático Alan Turing, o ‘‘pai da computação’’, que foi condenado a castração química, por ser homossexual, na Inglaterra em 1952. Percebe-se, então, que a homofobia é uma questão histórico e cultural, na qual carece de medidas para se combater essa forma de preconceito.
Tristemente, a existência da discriminação dos homossexuais é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Focault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outro momentos históricos. Ademais, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para se combater o preconceito e os homossexuais possam viver sem discriminações.
Diante disso, é levado em conta a necessidade de ações governamentais e civis para combater a homofobia. Em primeiro lugar, cabe ao Legislativo criar leis que punam severamente os agressores que persistem nessa criminalidade. Em segundo lugar, cumpre ao Judiciário agilizar o julgamento e as sentenças cabíveis ao crime praticado. Immanuel Kant afirmou que o ser humano é aquilo que a educação faz dele, dessa forma, as escolas devem oferecer palestras aos alunos e a comunidade, defendendo a igualdade de todos e a importância do respeito para o convívio em sociedade. Por fim, as organizações não governamentais e a própria população devem agir corajosamente, denunciado os agressores e ministrando grupos de apoio para ajudarem as vítimas. Só assim, esse problema será gradativamente minimizado no país. E como disse Oscar Wilde: ‘‘O primeiro passo é o mais importante para a evolução de um homem ou nação.’’